13:49 19 Julho 2019
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    Lançamento do SpaceX Falcon 9 (foto de arquivo)

    Astrônomos alertam: satélites da SpaceX podem mudar céu noturno como o conhecemos hoje

    © REUTERS / Thom Baur
    Ciência e tecnologia
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    O lançamento de 60 satélites altamente refletores pela empresa SpaceX está preocupando os cientistas: a "superpopulação" de satélites, com milhares de aparelhos de banda larga a serem lançados nos próximos meses, ameaçam a nossa observação da estrelas.

    Os satélites lançados pela SpaceX ainda não causaram problemas mas, segundo a Associação da Indústria de Satélites, na órbita da Terra já existem 2.100 aparelhos deste tipo. Um vídeo feito por um astrônomo holandês mostra que 60 satélites têm um brilho superior ao das estrelas ao seu redor, à medida que subiam para sua posição final , à altitude de 550 quilômetros.

    A SpaceX espera que um dia seja possível ter 12 mil satélites na órbita da Terra, permitindo o acesso à Internet de alta velocidade, com a qual toda a humanidade só pode sonhar. A SpaceX é só uma das companhias no setor da Internet via satélite.

    "Se muitos dos satélites dessas novas mega-constelações tiverem esse tipo de brilho constante, então em 20 anos ou menos, o olho humano passará a ver, durante boa parte da noite em qualquer lugar do mundo, mais satélites do que estrelas", disse Bill Keel, astrônomo da Universidade do Alabama, à AFP.

    O diretor da empresa SpaceX, Elon Musk, replicou que levar conexões super rápidas "a bilhões de pessoas economicamente desfavorecidas" é na verdade um "bem maior" e insistiu que seus satélites teriam 0% de influência nos avanços da astronomia. Ele também propôs que os astrônomos possam simplesmente deslocar seus telescópios para o espaço se houver problemas com a vista.

    Musk prometeu analisar o problema da redução da luminosidade de seus satélites. O problema da poluição visual não é o único. Existem também "emissões laterais" dos satélites – radiofrequências que não chegam à Terra e impedem os astrônomos que usar ondas eletromagnéticos para estudar objetos como buracos negros.

    Bill Keel espera que Musk e seus concorrentes pensem sobre tudo isso antes de encher a órbita da Terra com esses produtos. "Isto não é só para salvaguardar nossos interesses profissionais, mas também para proteger o céu noturno para a humanidade tanto quanto possível".

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    Tags:
    espaço, satélite, Elon Musk, SpaceX
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