02:30 20 Julho 2019
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    Amonite

    Cientistas fazem descoberta rara de molusco de 99 milhões de anos (FOTO)

    CC BY 2.0 / Hans Splinter / Amonite
    Ciência e tecnologia
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    Amonite de 99 milhões de anos foi encontrado preso a um âmbar, com aranhas, baratas, besouros, moscas e vespas dentro dele, que teriam vivido na floresta.

    Ele foi encontrado ao norte de Myanmar, e contém ao menos 40 outras criaturas em seu interior.

    É incrivelmente raro encontrar vida marinha presa em âmbar, pois a resina fossilizada é produzida por árvores terrestres.

    "A descoberta foi uma grande surpresa", afirmou o professor Bo Wang, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanquim ao jornal The Independent.

    "Nós nunca imaginamos que encontraríamos um amonite em um âmbar. Esse é o primeiro registro de amonite em âmbar, além de ser o primeiro macro fóssil marinho em âmbar", ressaltou o professor.

    Todas as conchas no âmbar estão vazias e não possuem tecido mole, conforme os pesquisadores do Instituto da Academia Chinesa de Ciências, o que, segundo eles, prova que os organismos estavam mortos há muito tempo quando foram sugados pela resina.

    Amonite de 99 milhões de anos foi encontrado preso a um âmbar
    Amonite de 99 milhões de anos foi encontrado preso a um âmbar

    Além disso, a concha estava quebrada e cheia de areia, o que leva os cientistas a acreditarem que ela teria sido arrastada por uma praia arenosa coberta com conchas, que estavam nas proximidades das árvores.

    O espécime possui insetos voadores, que provavelmente ficaram presos pela resina enquanto escorria pela árvore.

    O amonite possui 33 milímetros de comprimento, 9,5 milímetros de largura, 29 milímetros de altura e pesa 6,08 gramas, escorreu pelo tronco, prendendo os organismos próximos da árvore e enterrando as conchas ao chegar à praia.

    Para a descoberta, os cientistas utilizaram a tomografia computadorizada de raios X para obter imagens de alta resolução do amonite.

    Amonites fazem parte de um grupo extinto de moluscos cefalópodes, que ocupavam o nicho das atuais lulas.

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    Tags:
    molusco, estudos, ciência, cientistas, Myanmar
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