05:50 24 Maio 2019
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    Big Bang (ilustração)

    Pesquisadores discutem teorias para descobrir o que havia antes do Big Bang

    CC0 / geralt / Big Bang
    Ciência e tecnologia
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    Um rápido surto de crescimento em um determinado espaço de tempo explicaria o que vemos, entretanto, a ciência precisa mais do que boas ideias.

    Mais necessariamente, a ciência precisa de evidências que eliminem argumentos conflitantes, o que possibilitaria saber onde procurar respostas.

    Físicos do Centro de Astrofísica, Harvard & Smithsonian e da Universidade de Harvard estão tentando esclarecer a evolução do Universo para fazer com os modelos de inflação cósmica se destaquem na multidão.

    "A situação atual da inflação é que isso é uma ideia flexível, não podendo ser falsificada experimentalmente", afirma o físico Avi Loeb, explicando que "independentemente do valor que as pessoas medem para algum atributo observável, sempre existem modelos de inflação que podem explicá-lo".

    Há tempos, físicos estão convencidos de que o Universo está se expandindo através de uma influência de algum tipo de "energia escura" estranha.

    Os primeiros momentos do Universo ainda são visíveis na forma de micro-ondas cósmicas. Entretanto, esta radiação de fundo, atualmente, parece surpreendentemente uniforme.

    Para a termodinâmica, essa observação não é tão aceitável, já que uma uniformidade significa que a radiação foi fechada de uma ponta do Universo para outra, equilibrando as flutuações de temperatura. Entretanto, o espaço estava se expandindo rapidamente para que a luz fosse mantida.

    Para que o equilíbrio pudesse ser feito de maneira remota, o raio do Universo recém-nascido naquele momento crítico tinha que possuir uma menor magnitude.

    Perante estas informações, surgem dúvidas: Será que havia algo antes do Big Bang? Havia algum tipo de Universo reverso?

    Com isso, os pesquisadores sugeriram utilizar atributos observáveis que se relacionam às características discriminatórias de modelos baseados na inflação cósmica.

    O grande desafio é saber como interpretar estas observações como uma sequência de eventos, para registrar o tempo cósmico padronizado com o objetivo de remover as etapas relevantes, que poderiam excluir totalmente a inflação, segundo o portal Science Alert

    "Se imaginarmos todas as informações que aprendemos sobre o que aconteceu antes do Big Bang que está em um rolo de filmes, então o relógio padrão indicará como esses quadros deveriam ser reproduzidos", afirmou Xingang Chen, pesquisador do Centro de Astrofísica, Harvard & Smithsonian.

    Com isso, a equipe sugere um mecanismo de flutuações quânticas com uma sequência de eventos refletidos em esquemas de vastas estruturas cósmicas.

    Além disso, outros físicos sugeriram procurar sinais escondidos no passado do nosso Universo em redemoinhos de luz e matéria no céu.

    A verdade é que há diversas ideias interessantes que explicam como o nosso Universo evoluiu. Agora, precisamos apenas de mais informações para aperfeiçoar as ideias até chegar a uma conclusão final.

    Possivelmente, estudos futuros proporcionarão informações de alta qualidade que poderão ser utilizadas para alcançar as metas dos pesquisadores.

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    Tags:
    Big Bang, estudo, pesquisas, astrônomo, cientistas, Universo
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