13:32 16 Junho 2019
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    Imagem de galáxias tirada pela sonda Hubble

    Cientistas revelam origem de misteriosos sinais extragalácticos (FOTO)

    © NASA . ESA/Hubble & NASA/ Judy Schmidt
    Ciência e tecnologia
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    Novos achados lançam luz sobre a origem do misterioso fenômeno espacial FIRST J141918.9 e revelam que ele representa uma explosão longa de raios gama "órfã".

    Usando um conjunto de radiotelescópios, astrônomos europeus estudaram o transiente de rádio conhecido como FIRST J141918.9+394036, informou o portal Phys.org. Os cientistas chegaram a várias hipóteses ligadas à origem do fenômeno misterioso.

    Transiente de rádio é uma substância extragaláctica de evolução lenta cujo brilho tem diminuído gradualmente nos últimos anos. O recente estudo revelou que esse fenômeno poderia ser um resplendor no rescaldo de uma poderosa explosão de raios gama.

    Entretanto, se descobriu que os raios gama emitidos são indetectáveis na Terra, o que explica o nome dado ao fenômeno – a primeira explosão "órfã" de raios gama na história.

    A emissão de rádio proveniente do FIRST J1419+3940 também poderia ser explicada por uma nebulosa recém-nascida alimentada por uma jovem magnetar, caracterizada por um campo magnético extremamente forte. Como o transiente acima mencionado tem caraterísticas e galáxia hospedeira semelhantes à fonte de rádio associada às primeiras rajadas rápidas de rádio repetidas FRB 12102, alguns astrônomos supuseram que FIRST J1419+3940 é uma magnetar relativamente nova que gira rapidamente.

    Os astrônomos confiaram em uma rede de telescópios para descobrir qual das duas hipóteses é a mais plausível:

    "Para distinguir estas hipóteses, realizamos observações de rádio usando a Rede Europeia de Interferometria de Longa Linha de Base em 1,6 GHz para resolver a emissão de forma espacial e encontrar rajadas de rádio com duração de milissegundos", informaram os astrônomos liderados por Benito Marcote.

    A equipe de Marcote acredita que o FIRST J1419+3940 é uma pequena fonte de rádio com uma densidade de fluxo ao nível de 620 microjansky. Com uma distância de luminosidade de cerca de 283 milhões de anos-luz, o tamanho da fonte foi estimado em cerca de 5,2 anos-luz. Paralelamente, as observações não detectaram explosões de duração ao nível de milissegundos de origem astrofísica a partir deste objeto e confirmaram que a emissão de rádio proveniente dele não é térmica.

    Os pesquisadores notaram que o FIRST J1419+3940 ainda poderia produzir rajadas rápidas de rádio, admitindo que é necessário realizar mais pesquisas do local.

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    galáxia, NASA, Espaço
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