09:13 21 Agosto 2019
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    Um extraterrestre

    Especialistas tentam explicar possibilidade de extraterrestres estarem entre nós

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    Ciência e tecnologia
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    Este é um assunto que gera muitos debates, inclusive pelo fato de muitos acreditarem que os extraterrestres podem estar em todos os lugares, em nenhum lugar ou podem mesmo estar em ambas as situações.

    Se nossa galáxia tem bilhões de anos e os humanos levaram apenas algumas décadas para visitar a Lua e lançar estações espaciais, podemos presumir que uma nave espacial extraterrestre tem grandes possibilidades de pousar no gramado da Casa Branca.

    Novas análises realizadas pela equipe liderada por Adam Frank da Universidade de Astrofísica de Rochester sugerem uma solução diferente para um antigo paradoxo, segundo o portal Popular Science.

    Frank e seus colegas exploraram o meio-termo que pode existir entre uma galáxia deserta e outra muito povoada, onde algumas civilizações podem obter sucesso em uma missão multi-estelar, mas sem qualquer estabilização espacial e temporal na Via Láctea.

    Os astrônomos iniciaram a busca de outras civilizações por meio de sinais tecnológicos (conhecidos como technosignature), mas foram desencorajados por um longo silêncio. Porém, o que mantém o otimismo é um argumento elaborado em 1975.

    Ressaltando que a galáxia é tão antiga, qualquer civilização tecnológica provavelmente teve muito tempo para se expandir para todas as estrelas da Via Láctea. No entanto, nós não temos evidências do passado ou do presente de cidades extraterrestres na Terra, uma observação chamada "Fato A".

    Os académicos têm tentado resolver este quebra-cabeça, conhecido como Paradoxo de Fermi, com explicações que vão desde a humanidade estar colocada em uma espécie de reserva, enquanto outros esperam em hibernação por um universo que vai resfriar melhor seus computadores.

    Muitas dessas soluções se baseiam em suposições quanto ao comportamento dos extraterrestres, o que Frank não considera adequado.

    Em vez disso, Frank e os seus colaboradores construíram um modelo mais abrangente, numa tentativa de separar a ficção da ciência e responder à pergunta: De todas as galáxias possíveis em que poderíamos viver, que tipos são consistentes com o Fato A?

    Os especialistas estudaram o desenvolvimento das civilizações e notaram que a humanidade está se desenvovlendo de uma forma muito rápida, fazendo com que alguns dos misteriosos planetas observados não sejam capazes de satisfazer nossas necessidades, enquanto outros já estariam ocupados.

    A expansão para outras estrelas pode estender a vida útil de uma civilização. Porém, mesmo que isso dure milhões de anos, em algum momento certamente aconteceria alguma catástrofe.

    Os autores das pesquisas também acreditam que a análise dessas teorias reforçam o otimismo sobre a existência de vida tecnológica em nossa galáxia, ressaltando que a comunidade de astrônomos deveria ficar atenta e procurá-la.

    Frank aproveitou para destacar a explosão dos sistemas planetários conhecidos, com aproximadamente 4.000 exoplanetas descobertos desde 1992, esperando que os pesquisadores desenvolvam a capacidade de estudar detalhadamente esses mundos.

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    Tags:
    vida extraterrestre, cientistas, astrônomo, estudo, Universo
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