02:38 21 Setembro 2018
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    Departamento de Justiça dos EUA avalia se redes sociais prejudicam circulação de ideias

    © AP Photo / Patrick Sison
    Ciência e tecnologia
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    Um comunicado divulgado na quarta-feira informou que o Departamento de Justiça dos EUA se reunirá com os procuradores-gerais para discutir as plataformas de mídia social que falham em permanecer imparciais.

    O porta-voz do Departamento de Justiça, Devin O'Malley, disse que o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, organizou a reunião em 25 de setembro "para discutir uma crescente preocupação de que essas empresas possam estar prejudicando a concorrência e intencionalmente sufocando a livre troca de idéias em suas plataformas".

    Em uma audiência na Câmara dos Representantes nesta quarta-feira, o deputado Greg Walden, presidente do Comitê de Energia e Comércio, acusou o Twitter de cometer "erros" que, minimizaram a participação dos republicanos nessa mídia social. "Vários membros do Congresso e a presidente do Partido Republicano viram suas presenças no Twitter temporariamente minimizadas nos últimos meses, devido ao que você afirmou ser um erro no algoritmo", acrescentou Walden.

    O CEO do Twitter, Jack Dorsey, negou as alegações, dizendo que o Twitter "não considera pontos de vista políticos, perspectivas ou filiação partidária em nenhuma de nossas políticas ou decisões. Imparcialidade é o nosso princípio orientador".

    No entanto, ele concordou que recentemente a empresa não conseguiu manter a imparcialidade pretendida e, devido a um erro nos algoritmos, 600 mil contas ficaram fora do filtro da pesquisa e dos resultados mais recentes, incluindo alguns dos membros do Congresso. De acordo com Dorsey, o erro foi corrigido.

    Os legisladores permaneceram céticos sobre a capacidade das mídias sociais de impedir a disseminação da desinformação. O comitê de inteligência do Senado, que vinha investigando as alegações de que a Rússia estava influenciando a opinião pública norte-americana durante a presidência de Trump, declarou em audiência separada que o Congresso talvez precise agir.

    Dorsey e o chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, disseram que estavam trabalhando duro para evitar uma repetição de 2016 e a suposta influência russa. "Removemos centenas de páginas e contas envolvidas em comportamento não autêntico coordenado — o que significa que eles enganaram outras pessoas sobre quem eram e o que estavam fazendo", disse Sandberg ao comitê.

    Os legisladores também criticaram a Alphabet Inc, proprietária do Google, por não enviar seu principal executivo ao Senado para depor. Como resultado, Google foi representada na sala de audiência por uma cadeira vazia.

    Os executivos do Facebook e do Twitter foram chamados para testemunhar no Congresso e também foram criticados por Donald Trump por reprimir vozes conservadoras. Em sua entrevista para o Daily Caller, antes das audiências, Trump acusou a mídia social de ser "super liberal".

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