05:23 17 Dezembro 2018
Ouvir Rádio
    Logotipo do Facebook com ícones de aplicativos Facebook e Instagram é visto em uma conferência em Bruxelas em 23 de janeiro de 2018

    Facebook anuncia remoção de 652 contas de conteúdo político ligadas à Rússia e Irã

    © REUTERS / Yves Herman
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    11313

    O Facebook anunciou ter removido mais de 650 páginas, grupos e contas alegadamente ligadas a uma "rede coordenada" de compartilhamento de material político. De acordo com o site, os dados deletados seriam administrados pela Rússia e pelo Irã.

    A rede social declarou, conforme a agência de notícias Associated Press, que não finalizou a análise do material removido. O Facebook também se recusou a detalhar como funcionava a tal rede, limitando-se a informar que notificou os governos do Reino Unido e dos Estados Unidos, além do Departamento de Tesouro dos EUA em virtude das sanções em curso contra o Irã.

    "Há muita coisa que ainda não sabemos", afirmou o CEO Mark Zuckerberg em uma teleconferência, conforme citado pela AP.

    A ação coordenada teria sido descoberta após quatro investigações, três contra o Irã e uma contra a Rússia. 

    • Posts de uma das páginas removidas pelo Facebook mostram uma paródia do filme Diário de uma Paixão (The Notebook, no original em inglês) com o presidente dos EUA, Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un. O título foi alterado para A Bomba (The Nuke). Ao lado, outro post faz piada sobre o Brexit, anunciando novos selos para comemorar a saída da UE.
      Posts de uma das páginas removidas pelo Facebook mostram uma paródia do filme "Diário de uma Paixão" (The Notebook, no original em inglês) com o presidente dos EUA, Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un. O título foi alterado para "A Bomba" (The Nuke). Ao lado, outro post faz piada sobre o Brexit, anunciando "novos selos" para comemorar a saída da UE.
      © Foto : Facebook Newsroom/Reprodução
    • Post de uma das páginas removidas pelo Facebook mostra o que seria um manifestante palestino que teria perdido as pernas em um confronto com militares israelenses em Gaza. A página informa em seguida que o ativista foi assassinado por Israel. Ao lado, uma montagem com a ex-primeira-dama Michelle Obama diz Um imigrante roubou meu emprego.
      Post de uma das páginas removidas pelo Facebook mostra o que seria um manifestante palestino que teria perdido as pernas em um confronto com militares israelenses em Gaza. A página informa em seguida que o ativista foi assassinado por Israel. Ao lado, uma montagem com a ex-primeira-dama Michelle Obama diz "Um imigrante roubou meu emprego".
      © Foto : Facebook Newsroom/Reprodução
    • Post de uma das páginas removidas pelo Facebook divulga suposta declaração do ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, dizendo que era chegado o momento de [o ex-secretário de Relações Exteriores do Reino Unido] Boris Johnson desafiar Theresa May pelo cargo de premiê do país. Ao lado, uma montagem mostra a rainha Elizabeth II ao lado do marido, príncipe Philip discutindo um aumento de 6,7% nos repasses anuais recebidos pela monarquia, financiados pelos pobres, doentes e deficientes de acordo com a imagem.
      Post de uma das páginas removidas pelo Facebook divulga suposta declaração do ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, dizendo que era chegado o momento de [o ex-secretário de Relações Exteriores do Reino Unido] Boris Johnson desafiar Theresa May pelo cargo de premiê do país. Ao lado, uma montagem mostra a rainha Elizabeth II ao lado do marido, príncipe Philip discutindo um "aumento de 6,7%" nos repasses anuais recebidos pela monarquia, financiados pelos "pobres, doentes e deficientes" de acordo com a imagem.
      © Foto : Facebook Newsroom/Reprodução
    1 / 3
    © Foto : Facebook Newsroom/Reprodução
    Posts de uma das páginas removidas pelo Facebook mostram uma paródia do filme "Diário de uma Paixão" (The Notebook, no original em inglês) com o presidente dos EUA, Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un. O título foi alterado para "A Bomba" (The Nuke). Ao lado, outro post faz piada sobre o Brexit, anunciando "novos selos" para comemorar a saída da UE.

    A remoção afetou grupos como o "Liberty Front Press", seguido por 155 mil contas e administrador de dezenas de perfis no Instagram e Facebook. De acordo com a rede social, que alega ter chegado ao Irã por meio de logs de sites, endereços IP e contas de administrador, o grupo seria ligado à mídia estatal iraniana. As primeiras contas foram criadas em 2013 e publicaram conteúdo político sobre o Oriente Médio, o Reino Unido e os EUA, embora o foco no Ocidente tenha aumentado desde o ano passado, disse o Facebook. 

    Outro caso envolveu um grupo operando fora do Irã e com 813 mil seguidores. Ele supostamente repassava conteúdo político sobre o Oriente Médio, Reino Unido e EUA. As atividades alegadamente ligadas ao Irã teriam rendido cerca de US$12 mil pagos em publicidade para a rede social.

    Já no caso das acusações contra a Rússia, o Facebook disse ter derrubado um grupo que tentou influenciar as eleições na Síria e Ucrânia. Ele seria operado por agentes de inteligência militar, segundo a rede social.

    "Eles estão associados ao Centro de Mídia Inside Syria, que o Atlantic Council e outras organizações identificaram como [responsável por] espalhar secretamente conteúdo pró-russo e pró-Assad. Até agora, não encontramos atividade dessas contas segmentadas para os EUA", diz a rede social.

    "Estamos trabalhando em estreita colaboração com a polícia dos EUA nesta investigação", disse o Facebook em um post na sua Sala de Imprensa

    Tags:
    interferência russa, interferência estrangeira, Liberty Front Press, Centro de Mídia Inside Syria, Atlantic Council, Departamento de Tesouro dos EUA, Associated Press, Facebook, Mark Zuckerberg, Bashar Assad, Estados Unidos, Oriente Médio, Irã, Síria, Reino Unido, Ucrânia, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik