08:31 17 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Inteligência artificial (imagem referencial)

    Google aprende a prever data da morte e promete dar novos passos

    CC0 / Pixabay
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 23

    O Google vem expandindo seus serviços médicos e, de acordo com um novo estudo, suas redes neuronais artificiais poderão melhorar significativamente o processo de tratamento em hospitais e até mesmo predizer aproximada data de morte, baseando-se nos dados médicos de pacientes, informa a Bloomberg.

    A nova rede neuronal do Google pode ser considerada única se comparada à típica inteligência artificial (IA), pois é capaz de aprender e analisar informações com base em exemplos reais em vez de ser programada para seguir certo conjunto de regras.

    Para criar o modelo de previsão, o estudo utilizou dados de pacientes de dois hospitais norte-americanos, incluindo dados de uma mulher em fase avançada de câncer de mama. Os computadores do hospital analisaram os resultados do raio X e determinaram possibilidade de 9,3% de a paciente morrer no hospital. Porém, a rede neuronal do Google, que analisou 175.639 parâmetros, aumentou as chances de a mulher morrer para 19,9%. A paciente acabou morrendo em dez dias, relata a Bloomberg.

    Uma rede neuronal é capaz de não apenas prognosticar as chances de morte, mas de prever resultados de outras doenças, assim como a duração da permanência de pacientes em hospitais e possibilidade de nova hospitalização.

    O algoritmo do Google consegue analisar arquivos PDF e registros médicos antigos. A invenção do Google ajudará médicos a economizar até 80% de tempo antes gasto com preparo rotineiro de dados.

    Segundo representantes da empresa, citadas pela agência, o próximo passo do Google será introduzir seu sistema de previsão em hospitais.

    Mais:

    Britânico assegura que Google Earth captou seu sequestro por alienígenas (FOTO)
    Google é acusado de concorrência desleal no mercado de criptomoedas
    Tags:
    hospitais, inteligência artificial, tratamento, morte, medicina, Google
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik