11:30 21 Outubro 2018
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    Cérebro digital (apresentação artística)

    'Startup' promete preservar todas suas memórias a custo da vida

    © Foto: geralt / Pixabay
    Ciência e tecnologia
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    Uma empresa recém-fundada garante poder preservar cérebros usando um método efetivo, mas 100% mortal.

    A empresa oferece às pessoas a oportunidade de preservar digitalmente suas lembranças para sempre. A única condição é que os clientes primeiramente devem morrer.

    Trata-se da startup Netcome, fundada pelos alunos graduados do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Eles asseguram ter elaborado um método para conservar completamente o cérebro humano, incluindo seus detalhes microscópicos.

    "Nossa missão é preservar seu cérebro de modo suficientemente intacto para manter todas as suas lembranças", diz comunicado no site oficial da empresa.

    O Nectome crê que dentro dos próximos 100 anos os especialistas serão capazes de "recriar nossa consciência". Para atingir tal resultado, primeiramente é necessário conservar o cérebro usando uma técnica que consiste em injetar substâncias químicas especiais no órgão para depois congelá-lo em temperaturas muito baixas. Mas vale destacar que nesse processo o fator mais importante é que o cérebro deva permanecer vivo no momento do embalsamento.

    No entanto, o produto é "100% fatal", adverte o cofundador Robert McIntyre, citado pela revista MIT Technology Review.

    Entretanto, vale destacar que o método garante a imortalização de todos os momentos que temos na memória, ou seja, desde "um grande capítulo de nosso livro favorito, sensação de frio invernal, fritar um pastel ou a cena com nossos amigos e parentes".

    McIntyre, cujo grupo científico recentemente realizou com sucesso a criogenia do cérebro de um coelho, sublinhou que o Nectome inicialmente se focará em fornecer seus serviços a pacientes terminais. De acordo com ele, aproximadamente 25 pessoas já estão na lista de espera e já pagaram, cada um, o depósito de US$ 10 mil (R$ 32,7 mil) pelo serviço.

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    Tags:
    lembranças, startup, cirurgia, cérebro, memória, EUA
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