18:02 24 Abril 2018
Ouvir Rádio
    Ártico

    Cientistas registram anomalia sem precedentes no Ártico

    © flickr.com/ Christopher Michel
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    6109

    Enquanto a Europa "está tremendo" com uma onda de frio, na zona ártica foram registradas temperaturas contínuas superiores a zero graus, o que, segundo os especialistas constitui uma anomalia sem precedentes.

    O fluxo de ar quente no Polo Norte e áreas adjacentes tem empurrado as temperaturas até 35 graus acima do normal para este mês. Na Groenlândia foram registradas já 61 horas de temperaturas positivas este ano, o triplo do que é habitual, informa o The Guardian.

    ​Essas temperaturas são mais típicas para maio de que para fevereiro na Groenlândia. O ponto mais setentrional da ilha, o cabo Morris Jesup, registrou uma temperatura de 6,1 graus acima de zero no domingo passado, enquanto que a temperatura média de fevereiro é de —20.

    A maior preocupação dos ambientalistas é que o aquecimento global esteja erodindo o vórtice polar, os ventos fortes que antigamente isolavam o gélido norte.

    ​Estatísticas deste mês foram descritas pelos meteorologistas como "chocantes" e "estranhas".

    "É uma anomalia entre anomalias. O preocupante é que está bastante longe dos limites históricos e isso significa que mais surpresas nos aguardam, enquanto continuamos provocando a fera brava que é o nosso clima", disse Michael Mann, diretor do Centro da Ciência do Sistema Terra da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA).

    O pesquisador ressaltou que o Ártico "está enviando uma mensagem clara", já que é um ponto de referência para o círculo vicioso que amplifica o aquecimento causado pela influência humana nessa região em particular.

    Mais:

    Culpa do aquecimento global: mais uma ilha surge no oceano Ártico
    Que ameaça está escondida nas terras congeladas do Ártico?
    NASA: aquecimento global bate recorde em 2017
    Tags:
    clima, aquecimento global, temperatura, Ártico, Polo Norte
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik