08:32 23 Abril 2018
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    O cosmódromo flutuante Sea Launch durante lançamento do foguete portador Zenit-3SL (foto de arquivo)

    Qual será o destino do cosmódromo marítimo aos olhos do magnata russo espacial?

    © AP Photo / Sea Launch
    Ciência e tecnologia
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    Em setembro, a companhia aérea russa S7 Group assinou acordo sobre a compra do cosmódromo flutuante Sea Launch. O contrato causou alvoroço na Rússia: alguns elogiaram a visão audaz do diretor da companhia, enquanto outros criticaram a compra dos ativos "congelados". Mas ninguém acertou por completo, assegurou a revista Popmech.

    Segundo a edição, amigos e sócios de Vladislav Filyov, chefe da S7, descrerem-no como um empresário escrupuloso que sempre calcula riscos.

    Além do mais, o novo proprietário está longe de não possuir ligações com a indústria espacial: é formado pela Academia Militar Espacial de Mojaisk e serviu oito anos nas Tropas de Mísseis de Designação Estratégica como engenheiro militar.

    "Um cosmódromo flutuante é uma ideia genial para a Rússia, já que não temos solos na linha do equador para construção do mesmo", explicou Filyov.

    ​O empresário se refere às vantagens de lançamento da linha do equador: usando a rotação da Terra ao seu favor, foguetes portadores podem levar cargas mais pesadas.

    A história do Sea Launch

    A criação do cosmódromo flutuante é uma maravilha e comprova a superação de vários problemas de caráter tanto tecnológico como político. As partes fundadoras do projeto são Rússia, EUA, Ucrânia e Noruega.

    Os investimentos no projeto atingiram uns 3,5 bilhões de dólares (R$ 11,4 bilhões). No entanto, o projeto falhou no quesito rentabilidade, entrando em colapso em 2009. Depois de alguns anos, mais especificamente entre 2016 e 2017, a empresa russa Energia vendeu as instalações à S7 de Filyov.

    Filyov se mostra otimista em relação ao projeto apesar das relações complicadas russo-ucranianas. "Espero que seja uma área de cooperação", afirmou ele.

    Atualmente, a S7 Group assinou acordos separados com a empresa russa Roscosmos e a ucraniana Yuzhnoye para renovar a produção de componentes para foguetes Zenit, pois Sea Launch é um serviço que usa plataforma marítima especializada em foguetes Zenit-3SL.

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    Tags:
    engenheiros militares, Zenit, foguete-portador, lançamento, cosmódromo, S7 Airlines
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