13:06 22 Maio 2018
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    Mosquito do gênero Anopheles, responsável pela transmissão da malária

    Lado escuro do aquecimento global: parasitas exóticos surgem na Suécia

    © AP Photo / James Gathany/CDC
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    A surgimento de um clima mais quente tem consequências profundas na Europa. O aquecimento global pode causar o aparecimento de parasitas incomuns nos países nórdicos que viajam com as aves migratórias.

    Estando preocupados com a perspectiva de divulgação de doenças exóticas no norte da Europa, os pesquisadores suecos estão monitorando a propagação da malária entre aves migratórias.

    Uma equipe de ornitólogos da Universidade de Lund (na Suécia), liderada pelo professor de biologia Staffan Bensch, está tentando capturar uma grande quantidade de aves no verão na província de Skane para tirar amostras de sangue. O objetivo do estudo é compreender o mecanismo da propagação de parasitas da malária.

    "É claro que é estressante para os pássaros, mas isto leva apenas alguns minutos e depois eles serão liberados", disse Staffan Bensch à Sveriges Radio (Rádio Sueca).

    Até o momento, entre 40 e 50 espécies de parasitas da malária foram encontradas parasitando nas aves migratórias. De acordo com os pesquisadores, o clima mais quente cria condições para os parasitas se deslocarem da África para a fauna europeia.

    Segundo Staffan Bensch, o risco de mudanças dramáticas é grande devido ao grande número de parasitas. Um fato pouco conhecido é que a malária já foi considerada uma doença comum na Suécia. A doença levou as vidas de milhares de pessoas no início do século XX.

    Para apanhar a malária, é preciso ser mordido por um parasita que transporte a doença. Mas, durante os últimos 20 anos, as melhores condições de vida na Suécia quase eliminaram a propagação da doença. A malária é principalmente associada a territórios com clima úmido e paisagens ricas em pântanos.

    Não perca uma entrevista interessante sobre a malária com Miguel Prudêncio, do Instituto de Medicina Molecular (iMM) da Universidade de Lisboa, exclusivamente para a Sputnik Brasil.

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    Tags:
    inseto, malária, aquecimento global, doença, ciência, pesquisa, África, Europa, Suécia
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