14:43 23 Agosto 2017
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    WikiLeaks revela detalhes das atividades cibernéticas ilegais da CIA

    Wikileaks: CIA pode controlar iPhone, Android, TV e computador de qualquer pessoa

    © AFP 2017/ SAUL LOEB
    Ciência e tecnologia
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    O WikiLeaks revelou na primeira parte dos seus arquivos sobre a CIA que a Agência Central de Inteligência dos EUA teria desenvolvido um vírus capaz de infectar telefones celulares, televisores inteligentes e computadores para roubar dados dos usuários e controlar os aparelhos a distância.

    De acordo com o site, a Divisão de Dispositivos Móveis (MDB) da agência americana já realizou inúmeros ataques para hackear e controlar uma série de modelos de smartphones. Os aparelhos contaminados, sejam estes iPhones ou Androids, estariam recebendo instruções para enviar à CIA informações como geolocalização e comunicações de áudio e texto e até para ativar secretamente a câmera e o microfone. 

    Através das técnicas empregadas, seria possível contornar os sistemas de segurança de aplicativos como WhatsApp, Telegram, Wiebo, Confide, Cloackman e Signal (aplicativo que havia sido elogiado por Edward Snowden por conta da sua segurança) e roubar as mensagens antes da aplicação da criptografia. 

    Além de telefones e TVs, a inteligência americana também teria um interesse muito grande em controlar sistemas operacionais, como Windows, Mac OS X, Solaris e Linux, e também roteadores. 

    "Muitos desses esforços de infecção são reunidos pela Divisão de Implante Automatizado (AIB), que desenvolveu vários sistemas de ataque para infestação automatizada e controle de malware da CIA, como 'Assassin' e 'Medusa'", diz o Wikileaks. "Ataques contra a infraestrutura da internet e servidores da Web são desenvolvidos pela Divisão de Dispositivos de Rede (NDB) da CIA".

    Todas essas operações, segundo a organização fundada por Julian Assange, não seriam possíveis se as atividades dos hackers da Agência Central de Inteligência ficassem restritas a Langley, na Virgínia (sede). Para isso, a CIA também utilizaria o Consulado dos Estados Unidos em Frankfurt como uma base para seus hackers atuarem na Europa, no Oriente Médio e na África. O local seria conhecido como Centro de Inteligência Cibernética da Europa (CCIE).

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    Tags:
    Telegram, WhatsApp, WikiLeaks, CIA, Edward Snowden, Julian Assange, África, Oriente Médio, Europa, Frankfurt, Alemanha, Virgínia, Langley, Estados Unidos
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