16:48 25 Agosto 2019
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    Grande asteroide se explodindo em vários destroços

    NASA revela o mais compacto e luminoso asteroide já conhecido

    © flickr.com/ UFO Mania
    Ciência e tecnologia
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    Usando quarto telescópios instalados na Terra e quatro tecnologias de captura de imagens, um grupo de astrônomos estudou de perto um asteroide interessante próximo da Terra que tinha sido descoberta havia um ano.

    Veículos espacial Cygnus transportando mais de três toneladas de carga se aproxima da Estação Espacial Internacional em 9 de dezembro. A imagem foi publicada pela NASA no Twitter.
    © AP Photo / NASA/Scott Kelly
    O asteroide raro, chamado 2015 TC25, com o diâmetro de apenas 2 metros, foi descoberto em outubro de 2015, quando voava perto da Terra, a distância de 128 mil quilômetros, o que equivale a apenas um terço do caminho entre o nosso planeta e a Lua.

    Desta vez, a equipe encabeçada por Vishnu Reddy, professor assistente no Laboratório Lunar e Planetário da Universidade de Arizona, publicou informações adicionais obtidas graças à vigilância deste objeto intrigante, sendo que estes dados o viraram ainda mais interessante para a pesquisa.

    "É a primeira vez que dispomos de informações óticas, infravermelhas e por radar sobre um asteroide tão pequeno, que no fundo é um meteorito", comunicou o chefe do grupo.

    "Podem considerá-lo como um meteorito que está pairando no espaço e ainda não colidiu com nosso ambiente e não caiu na Terra — mas só por enquanto", frisou.

    O 2015 TC25 é também um dos asteroides mais luminosos entre os descobertos até hoje, sendo que reflete até 60% da luz do Sol. Nossa Lua, por exemplo, reflete cerca de 12%.

    Os astrônomos postulam que a luminosidade resulta de minérios refletores, especialmente silicatos, que se formam em um ambientes basálticos livres de oxigênio a temperaturas muito elevadas, segundo diz o portal International Business Times. Tais asteroides, de costume denominados como aubrites, são muito raros e representam um em cada mil meteoritos que caem na Terra.

    A maioria dos asteroides são, em essência, aglomerados de rochas cimentadas devido à gravidade, mas o 2015 TC25 é um pedaço de pedra monolítico. Ele também não possui uma camada de regolito, composta por pó solto, solo, destroços de rochas e outras substâncias que, normalmente, podem ser encontradas na superfície dos asteroides.

    O pequeno meteorito luminoso voa a grande velocidade, completando uma rodada em dois minutos, dizem os astrônomos.

    Porém, caso entre na atmosfera terrestre, ele bem pode se explodir, impossibilitando a pesquisa ulterior.

    "Ser capaz de observar asteroides pequenos como este é como estudar amostras no espaço antes de eles penetrarem na nossa atmosfera e caírem na superfície da Terra. Isto também nos permite obter a primeira visão de sua superfície em estado puro, primordial <…>", partilhou o especialista.

    A equipe de cientistas acredita que este asteroide é uma parte de um asteroide maior, o 44 Nysa, cujo tamanho é próximo da área da cidade de Los Angeles. A hipótese de um corpo celeste tão grande como Nysa 44 colidir com a Terra é extremamente baixa, mas pequenas partes de tais asteroides atingem o nosso planeta com regularidade.

    ​Se o meteorito tão grande cair na Terra, as consequências podem ser desastrosos, similares às que levaram à extinção de dinossauros. A NASA, que agora está se debruçando sobre a elaboração de um mapa de todos os asteroides até hoje conhecidos com o fim de prognosticar tal impacto, afirmou que não há asteroides, de entre os já detectados, que possam representar ameaça à Terra em um futuro próximo.

    "Se formos capazes de descobrir e caracterizar asteroides e meteoritos assim tão pequenos, então poderemos entender a composição dos corpos que lhes deram origem, ou seja, os grandes asteroides, que têm muito menor hipótese de afetar a Terra", disse Reddy.

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    Tags:
    descoberta, pesquisa científica, espaço, meteorito, asteroide, astronomia, NASA, Arizona, Terra
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