00:42 30 Setembro 2020
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    Os cientistas descobriram uma área "morta" no Golfo de Bengala, perto da Índia, que poderá se transformar em uma "fábrica mundial" de processamento de nitrogênio.

    De acordo com a pesquisa do jornal científico Nature Geoscience, foi encontrada uma área de 60 mil quilômetros quadrados com profundidade entre 100 e 400 metros e que contém 10 mil vezes menos oxigênio do que as águas da superfície.

    As áreas deste tipo não possuem vida marítima comum, como peixes e outros organismos, sendo este um importante problema para a biodiversidade do planeta.

    "As zonas da morte" são caracterizadas pelo excesso de nitrogênio radioativo na água. Sendo a fonte de nutrição para algas, o nitrogênio as permite crescer rapidamente. Ao "morrer", as algas se decompõem, eliminando o oxigênio da água, consequentemente, impossibilitando a sobrevivência de outros organismos.

    Embora, em várias zonas mortas, em diferentes partes do globo, existam colônias de micróbios que combatem o excesso de nitrogênio, no Golfo de Bengala, devido à escassez de oxigênio, estes micróbios não conseguem remover nitrogênio rapidamente. Assim, o Golfo de Bengala poderá se tornar o líder global em termos de remoção de nitrogênio.

    A abundância de nitrogênio poderá causar o desaparecimento do oxigênio das águas profundas, escreve o jornal Eurekalert.

    Ao mesmo tempo, o uso ativo de fertilizantes pelo homem causa o excesso de nitrogênio reativo nas águas. Além de a atividade humana exercer maior influência sobre o ciclo de nitrogênio na Terra, ela aumenta a necessidade de estudo e análise mais minuciosos deste fenômeno.

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    Tags:
    biodiversidade, excessos, superfície, peixes, remoção, águas, Terra, Índia
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