03:38 20 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Sonda espacial Rosetta avalia o tamanho, forma e propriedades físicas das partículas de matéria liberadas a partir da cauda do cometa

    Poeira de cometa ajudou Rosetta a revelar segredos sobre nascimento da Terra

    © REUTERS / /Agência Espacial Europeia - ESA
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    121

    A equipe científica da sonda espacial Rosetta publicou os primeiros resultados da análise de partículas de poeira capturadas pela sonda durante o sobrevoo do cometa Churyumov-Gerasimenko, o que lança luz sobre a formação de planetas, segundo um artigo publicado na revista Nature.

    Hoje, os cientistas têm poucas dúvidas de que os planetas 'nascem' em um disco de gás e poeira, preenchido por pequenas partículas de poeira e densos nódulos de gás, e sua formação termina com uma série de colisões de planetisimais – "embriões" de planetas do tamanho de Vesta ou Ceres, assim como de grandes cometas e asteroides.

    Aparelho Philae sobre o cometa 67P Tchourioumov-Guérassimenko
    © flickr.com / Centro Aeroespacial da Alemanha DLR
    Segundo os cientistas, a Rosetta tem monitorizado a poeira do cometa Churyumov-Gerasimenko, praticamente desde sua chegada a este corpo celeste em agosto de 2014, com recurso ao "aspirador" espacial MIDAS, que avalia o tamanho, forma e propriedades físicas das partículas de matéria liberadas a partir da "cauda" do cometa.

    Nos últimos dois anos, este aparelho acumulou um número suficiente de grãos de poeira, o que permitiu aos cientistas avaliar a diversidade das partículas e gases nos primeiros dias de vida do Sistema Solar, quando o cometa Churyumov-Gerasimenko se formou. Além disso, os cientistas estudaram a composição química da poeira usando o espectrómetro COSIMA a bordo da sonda Rosetta.

    Os cientistas descobriram que o tamanho das partículas vai aumentando, o que confirma uma das teorias mais populares hoje em dia de que os fragmentos maiores se formaram por agregação e fusão consecutiva dos grãos de poeira sob ação de forças eletrostáticas. Tudo isso esclarece significativamente a nossa compreensão de como ocorreu o nascimento da Terra e outros planetas nos primeiros estágios de sua existência.

    Mais:

    Adeus, Philae! Programa espacial mais extraordinário das últimas décadas chega ao fim
    Cientistas tentarão hoje ‘acordar’ Philae no cometa Churyumov–Gerasimenko
    Cometa sem cauda de passado antigo da Terra faz retorno
    Tags:
    cometa, astronomia, sonda espacial, Espaço
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik