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    Engane-me se puder: cientistas descobrem expressão facial comum a todos os povos

    © AP Photo / Greg Allen
    Ciência e tecnologia
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    Cientistas definiram uma expressão facial que pode ser considerada universal para várias culturas do mundo – ela expressa uma emoção negativa tipo “não, não concordo”.

    A informação sobre a pesquisa e os seus resultados foi divulgada no jornal americano Cognition, com base em uma investigação da Universidade de Ohio (EUA).

    Gato de raça Scottish Fold
    © AFP 2019 / VYACHESLAV OSELEDKO
    “A face do não”, como foi chamada a expressão, consiste de sobrancelhas aproximadas, lábios cerrados e queixo soerguido. O sentido por trás dessa expressão é utilizado da mesma forma por pessoas que falam inglês, espanhol, chinês além de surdos-mudos que se comunicam através da língua de sinais americana, também conhecida por via da sigla inglesa ASL.

    O grupo de linguistas americanos tenta fazer o cômputo dos sinais universais pertencentes a todas as línguas do mundo. Eles supõem que os sinais negativos são mais fáceis para destacar – porque os métodos de expressão da agressão foram formados na comunicação ainda antes da formação da língua.

    Expressão “A face do não”
    Expressão “A face do não”
    Depois de colocar esta hipótese, os cientistas apresentaram a segunda – uma “face do não” (se existe) deve ser composta de três expressões básicas – raiva, nojo e desprezo. 

    Para provar a hipótese, foram testados 158 estudantes da Universidade do Ohio que falavam línguas diferentes em frente de uma câmera. As conversas travadas por eles foram gravadas e catalogadas segundo diferentes indicadores gramaticais negativos (palavras e elementos da gramática que correspondem a certas opiniões e emoções negativas). Após realizar o teste computadores destacaram elementos semelhantes nestas expressões.

    Tornou-se claro que, seguindo um instinto, os músculos da face convergem, formando a “face do não”, com a mesma frequência que as pessoas falam ou gesticulam. 

    “O que sabemos é a primeira prova de que uma expressão facial de resposta a opiniões morais negativas é um elemento integrante e universal da língua”, declarou o coautor do artigo, Alex Martinez.

    O passo seguinte dos cientistas é a busca de outras expressões universais com base em vídeos publicados no site YouTube e outras bases semelhantes de vídeo.

    Tags:
    pesquisa, Mundo, EUA
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