01:53 25 Maio 2018
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    A imagem combina imagens azul, vermelha e infravermelha tiradas pela Câmera Visual Multiespectral de Imagens. Na imagem a superfície do Plutão possui um leque de cores, azul, amarelo, cor de laranja e vermelho.

    Cores falsas ajudam a conhecer Plutão mais de perto

    © NASA . NASA/JHUAPL/SwRI
    Ciência e tecnologia
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    A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos EUA revelou as fotos mais recentes de Plutão tiradas pela nave espacial Novos Horizontes (New Horizons). Usando cores falsas as imagens mostram que a geografia do planeta anão é muito mais complexa e esquisita que pensavam antes.

    Enquanto as imagens foram tiradas em julho, a NASA baixou e editou-as somente agora. Estas fotos mostram o Plutão de forma nunca vista antes.

    As fotos foram tiradas pela Câmera Visual Multiespectral de Imagens (MVIC, na sigla inglesa) da Novos Horizontes, capaz de capturar ondas não percebidas pelo olho humano.

    A imagem combina imagens azul, vermelha e infravermelha tiradas pela Câmera Visual Multiespectral de Imagens. Na imagem a superfície do Plutão possui um leque de cores, azul, amarelo, cor de laranja e vermelho.
    © NASA . NASA/JHUAPL/SwRI
    A imagem combina imagens azul, vermelha e infravermelha tiradas pela Câmera Visual Multiespectral de Imagens. Na imagem a superfície do Plutão possui um leque de cores, azul, amarelo, cor de laranja e vermelho.

    “Muitas partes do relevo têm a sua cor distinta que revela os detalhes geológicos e climatológicos que os cientistas só começaram a decifrar”, diz-se no site da NASA.

    Segundo a agência, a imagem mostra detalhes e cores numa escala de 1,2 km.

    Uma particularidade esquisita que cientistas ainda não podem explicar é uma faixa de montanhas que são parecidas com pele de serpente.

    As montanhas de textura esquisita nomeadas informalmente Tartarus Dorsa mostram as cores do planeta anão.
    © NASA . NASA/JHUAPL/SWRI
    As montanhas de textura esquisita nomeadas informalmente Tartarus Dorsa mostram as cores do planeta anão.

    “É uma parte do relevo única e desconcertante que se estende por centenas de milhas”, disse o cientista de projeto William McKinnon.

    “Parece mais com uma casca de árvore ou escama de dragão que com uma formação geológica. Levará algum tempo para explicar isso. Se calhar é uma combinação de forças tectônicas internas e sublimação do gelo tendo em conta a luz do sol fraca que atinge Plutão”.

    Uma outra parte de relevo estranha é uma pequena faixa de montanhas que se estenderam no meio das planícies geladas do platô Sputnik.

    Nesta imagem são visíveis detalhes do relevo de Plutão, crateras, faixas de montanhas e a parte da superfície com textura desigual do platô Sputnik.
    © NASA . NASA/JHUAPL/SWRI
    Nesta imagem são visíveis detalhes do relevo de Plutão, crateras, faixas de montanhas e a parte da superfície com textura desigual do platô Sputnik.

    A parte direita da imagem precedente numa escala maior mostra duas montanhas geladas cercadas por uma planície.
    © NASA . NASA/JHUAPL/SWRI
    A parte direita da imagem precedente numa escala maior mostra duas montanhas geladas cercadas por uma planície.
    A Novos Horizontes também tirou indicações do metano no Plutão que mostram que o planeta tem o grande quantidade deste gás, mas a sua distribuição parece errática.
    O mapa esquerdo de gelo de metano mostra diferença entre várias regiões do planeta. As regiões com concentração grande de metano são marcadas com a cor roxa e as com concentração menor são destacas como partes negras. O mapa direito mostra uma combinação do mapa de metano e imagens de alta resolução da nave espacial.
    © NASA . NASA/JHUAPL/SWRI
    O mapa esquerdo de gelo de metano mostra diferença entre várias regiões do planeta. As regiões com concentração grande de metano são marcadas com a cor roxa e as com concentração menor são destacas como partes negras. O mapa direito mostra uma combinação do mapa de metano e imagens de alta resolução da nave espacial.

    “Não estamos seguros porque isso é assim, mas uma coisa legal é que a Novos Horizontes tem a capacidade de criar magníficos mapas compostos da superfície de Plutão e isso é importante para entender a forma enigmática de que funciona Plutão”.

    A nave Novos Horizontes foi lançada ao espaço em 2006 e viajou por 9 anos antes de atingir Plutão. Agora está dirigindo para fora do sistema solar.

    Tags:
    Plutão, pesquisa, espaço, NASA
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