07:33 02 Agosto 2021
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    Presidente da República insinuou que o deputado federal Aécio Neves (PSDB) teria vencido a eleição presidencial em 2014. Todavia, o próprio PSDB reconhece a legitimidade da vitória de Dilma Rousseff (PT).

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a colocar em dúvida a segurança das eleições no Brasil nesta sexta-feira (9), mas sem apresentar provas. Bolsonaro ainda ofendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

    "Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa a quem ganhar. No voto auditável. Nessa forma [atual], corremos o risco de não termos eleição no ano que vem. Porque é o futuro de vocês que está em jogo", disse Bolsonaro, citado pelo jornal O Globo, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

    Em defesa ao voto impresso, o presidente da República chamou Barroso de "imbecil" e "idiota" e afirmou que houve "fraude" e "roubalheira" nas eleições presidenciais de 2014.

    "Em 2014 se mostrou a apuração minuto a minuto. Obviamente vocês não tiveram acesso. E minuto a minuto, no segundo turno, começou [com] o Aécio Neves lá em cima e a Dilma lá embaixo. Com o tempo, essas curvas foram se cruzando até que se estabilizaram na horizontal com a Dilma na frente. Depois que as curvas se tocaram, ou momentos antes das curvas se tocarem, era Dilma ganhou, Aécio ganhou, Dilma ganhou, Aécio ganhou. Por 271 [mil] vezes. É você jogar uma moeda 217 [mil] vezes para cima e dar cara, coroa, cara, coroa, cara, coroa", disse o presidente.

    Em 2014, após as eleições presidenciais, o PSDB pediu uma auditoria no sistema de votação, alegando falta de transparência. A auditoria foi realizada, mas não foram encontradas irregularidades.

    Ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, ao lado do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) e do relator senador Renan Calheiros (MDB-AL)
    Jefferson Rudy/Agência Senado
    Ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, ao lado do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) e do relator senador Renan Calheiros (MDB-AL)

    Bolsonaro ataca Aziz e Calheiros

    O presidente ainda voltou a atacar o presidente da CPI da Covid Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão no Senado Federal, que tem causado desgaste ao governo ao investigar possíveis irregularidades na compra de vacinas.

    "Quem vota em Omar Aziz ou é ignorante ou nasceu naquele lugar. O cara que desviou R$ 260 milhões da saúde investigando [o Ministério da] Saúde", afirmou Bolsonaro, repetindo acusação feita na quinta-feira (8) e negada por Aziz.

    O presidente também voltou a vincular Renan a possíveis fraudes na eleição: "Vocês acham que Renan Calheiros, por exemplo, se pudesse fraudar a votação, ele fraudaria, pelo caráter que tem? A única forma de bandidos como Renan Calheiros se perpetuarem na política, entre outros que estão do lado dele, o nove dedos [referência a Lula da Silva], é na fraude", concluiu.

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    Luís Roberto Barroso, CPI da Covid, Renan Calheiros, Jair Bolsonaro, governo bolsonaro, Aécio Neves, PSDB, PT, Dilma Rousseff, eleições, eleições
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