12:53 05 Agosto 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    SARS-CoV-2 no Brasil no início de julho de 2021 (21)
    4134
    Nos siga no

    Jair Bolsonaro teria impedido exoneração do agora ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, por pressão política após suposto pedido de propina em 2020.

    O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, teria pedido a demissão de Roberto Ferreira Dias da Diretoria de Logística do Ministério da Saúde em outubro do ano passado, quando ainda comandava a pasta. Mas teria sido impedido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, que barrou a exoneração por pressão política.

    Segundo informação divulgada nesta quarta-feira (30) pela rádio CBN, um despacho chegou a ser enviado para a Casa Civil, porém negado pelo próprio presidente da República através de interferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de acordo com auxiliares de Bolsonaro na Saúde e no Palácio do Planalto.

    Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no dia da sua cerimônia de posse, com o presidente Jair Bolsonaro, no dia 16 de setembro de 2020
    Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no dia da sua cerimônia de posse, com o presidente Jair Bolsonaro, no dia 16 de setembro de 2020

    Após ter sido salvo em 2020, Roberto Dias acabou exonerado na última terça-feira, 29 de junho, depois do escândalo noticiado pela Folha sobre um pedido de propina de US$ 1 (cerca de R$ 5,04) por dose, que teria sido sugerido no contrato da compra da vacina Oxford/AstraZeneca, no dia 25 de fevereiro, em Brasília. A denúncia foi feita por um representante de venda da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominghetti Pereira, que negociava doses do imunizante com o Ministério da Saúde.

    Dias já havia sido citado pelos irmãos Miranda, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e Luis Ricardo Miranda, chefe do Departamento de Importação do Ministério da Saúde, que denunciaram irregularidade e "pressões atípicas" para acelerar negociações de compra do imunizante indiano sem eficácia comprovada Covaxin. Caso que vem sendo foco das investigações da CPI da pandemia.

    Deputado federal Luis Miranda e senador Omar Aziz, durante depoimento do deputado à CPI da Covid, 25 de junho de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Deputado federal Luis Miranda e senador Omar Aziz, durante depoimento do deputado à CPI da Covid, 25 de junho de 2021

    Com os escândalos envolvendo a compra de vacinas contra a COVID-19 na mira da CPI, alguns servidores da Saúde foram convocados nesta quarta-feira (30), pela cúpula da CPI para depor no plenário. 

    Auxiliares de Jair Bolsonaro tentam blindar o presidente das recentes denúncias contra o seu governo em relação às denúncias nos contratos de vacinas, gerando crise nos bastidores do Palácio do Planalto.

    Tema:
    SARS-CoV-2 no Brasil no início de julho de 2021 (21)

    Mais:

    Senadores protocolam notícia-crime contra Bolsonaro no STF e pedem prorrogação da CPI da Covid
    Após depoimentos, negociações entre AstraZeneca e governo federal entram na mira da CPI da Covid
    Twitter recusa compartilhar lista de contas excluídas com CPI da Covid
    Tags:
    COVID-19, CPI da Covid, Bolsonaro, Eduardo Pazuello, exonerar, demissão, propina, vacina
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar