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    Luís Roberto Barroso, presidente do TSE falou em comissão da Câmara e defendeu as votações pela urna eletrônica sem comprovante em papel, detalhando o processo de auditoria do sistema usado no Brasil desde 1996.

    Nesta quarta-feira (9), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que se o Congresso aprovar a impressão de comprovante do voto e a decisão for validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a "vida vai ficar bem pior", de acordo com matéria da Folha de São Paulo.

    Segundo Barroso, o sistema eletrônico de votação ajudou a "derrotar um passado de fraudes que marcou a história brasileira no tempo do voto de papel". O ministro participa de uma comissão geral na Câmara dos Deputados destinada a debater a regulamentação do combate desinformação, voto impresso e sistemas eleitorais.

    Em Brasília, uma urna eletrônica mostra a palavra Fim em uma seção eleitoral dois mesários ao fundo, em 28 de outubro de 2018.
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Em Brasília, uma urna eletrônica mostra a palavra "Fim" em uma seção eleitoral dois mesários ao fundo, em 28 de outubro de 2018.

    O presidente do TSE elogiou as urnas eletrônicas e software utilizado pelas mesmas afirmando que o sistema é seguro, transparente e auditável, ao contrário do que alegam os defensores da comprovação impressa do voto.

    Aos deputados Barroso lembrou que todos eles foram eleitos pelo sistema eletrônico. Após ressaltar todas as etapas de auditoria do sistema eletrônico, ele apontou que a decisão de adotar o voto impresso é política.

    Além disso, Barroso listou todas as dificuldades de implantar o voto impresso no país, como o custo de R$ 2 bilhões, a necessidade de realizar licitação para comprar urnas e aquele que considerou o pior problema, o risco de quebra do sigilo.

    "Os meus problemas com o voto impresso são quebra de sigilo e fraude", destaca o ministro. "Nós conseguimos acabar com a manipulação humana nos momentos críticos, que são o transporte, o armazenamento e a contagem desses votos impressos. Assim, nós vamos voltar ao passado dos riscos da manipulação do voto impresso", alertou.

    Para ele, o voto impresso seria "uma solução desnecessária para um problema que não existe com um aumento relevante de riscos".

    O presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores alegam sem provas que as eleições de 2018 foram fraudadas e que Bolsonaro teria recebido muito mais votos do que o registrado.

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    Tags:
    sistema eleitoral, eleições, Câmara dos Deputados, STJ, TSE, urnas eletrônicas
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