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    COVID-19 no Brasil em meados de maio (48)
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    Um grupo técnico do Ministério da Saúde produziu um documento preliminar com orientações sobre o uso de medicamentos como a azitromicina, ivermectina, hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento contra a COVID-19.

    Conforme publicou o portal G1, o documento, chamado de "Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19", se coloca contra o uso desses medicamentos apontando a falta de eficácia contra a doença do novo coronavírus.

    A orientação passará ainda pela análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Em meio a esse processo, o documento passará por dez dias sob consulta pública e poderá ser adotado como diretriz do governo federal.

    O uso desses medicamentos contra a COVID-19 já foi descartado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que ressalta a possibilidade de efeitos colaterais.

    Caso seja realmente adotada, a orientação será a primeira do Ministério da Saúde a desaconselhar o uso desses medicamentos.

    Ao longo da pandemia, o governo federal tem defendido abertamente o uso do coquetel contra a COVID-19, tendo o próprio presidente Jair Bolsonaro como o principal defensor.

    O presidente da República, Jair Bolsonaro, segura cerimônia caixa de hidroxicloroquina no Palácio do Planalto.
    © Foto / Carolina Antunes/Divulgação/Palácio do Planalto
    O presidente da República, Jair Bolsonaro, segura cerimônia caixa de hidroxicloroquina no Palácio do Planalto.

    Em maio de 2020, o ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, chegou a mudar o protocolo da pasta para permitir a prescrição de cloroquina para pacientes de casos leves de COVID-19.

    Na posse oficial do ministro, Bolsonaro chegou a aparecer com uma caixa de hidroxicloroquina nas mãos, defendendo o uso do medicamento. O presidente fez aparições públicas semelhantes em diversas oportunidades.

    O Brasil é um dos países mais impactados pela pandemia da COVID-19 e acumula mais de 15,5 milhões de casos da doença, além de quase 436 mil mortes.

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    COVID-19 no Brasil em meados de maio (48)

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    Tags:
    Eduardo Pazuello, COVID-19, Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro
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