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    Situação com coronavírus no Brasil em meados de março de 2021 (116)
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    Nesta terça-feira (16), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) defendeu em nota a eficácia e a segurança da vacina contra a COVID-19 desenvolvida em parceria com a AstraZeneca/Oxford. A declaração vem após supostos efeitos adversos causarem a suspensão temporária da vacina em países europeus.

    Segundo publicou a agência Fiocruz, a vacina tem se demonstrado "extremamente segura e eficaz". A Fiocruz reforça que mais de 17 milhões de pessoas na União Europeia (UE) e Reino Unido já foram vacinadas com o imunizante.

    No Brasil, onde cerca de três milhões de pessoas receberam doses da vacina, não há evidência de aumento de risco de formação de coágulos sanguíneos em qualquer faixa etária, destaca a Fiocruz.

    Na segunda-feira (15), diversos países europeus anunciaram a suspensão do uso da vacina da AstraZeneca/Oxford após efeitos adversos surgirem em pessoas vacinadas. Os casos, no entanto, ainda não tiveram relação comprovada com o imunizante e as agências sanitárias europeias apontaram que a suspensão se trata de uma precaução.

    Em Milão, na Itália, um médico segura um frasco da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19, em 15 de março de 2021
    © Folhapress / LaPresse / DiaEsportivo / Claudio Furlan
    Em Milão, na Itália, um médico segura um frasco da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19, em 15 de março de 2021

    O posicionamento da Fiocruz vem na esteira de visões semelhantes expressas pela farmacêutica AstraZeneca, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela agência regulatória da União Europeia (EMA) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Ainda conforme o comunicado, a AstraZeneca aponta que 15 casos de trombose venosa profunda e 22 eventos de embolismo pulmonar foram registrados até o dia 8 de março na Europa, mas não há evidência de aumento do risco de tais eventos com relação à vacinação.

    A vacina da AstraZeneca/Oxford já teve o uso autorizado em mais de 70 países. No Brasil, a vacina é a única sendo aplicada que já recebeu autorização de uso definitivo na Anvisa.

    Tema:
    Situação com coronavírus no Brasil em meados de março de 2021 (116)

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    Tags:
    Anvisa, Brasil, Fiocruz, COVID-19
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