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    Situação com coronavírus no Brasil em meados de março de 2021 (116)
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    Nesta terça-feira (16), circulou a informação de que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) mudou de ideia quanto à própria vacinação contra a COVID-19.

    Conforme publicou, nesta terça-feria (16), o colunista Guilherme Amado no site da revista Época, o presidente Bolsonaro decidiu entrar na fila da vacinação contra a COVID-19.

    Bolsonaro tem 65 anos de idade e completará 66 no próximo dia 21 de março. O presidente brasileiro é do grupo de risco por idade e por isso deve ser vacinado em meados de maio.

    Ainda conforme a publicação, uma previsão da XP Investimentos aponta que a vacinação do grupo de Bolsonaro deve ter início um mês mais tarde do que o previsto pelo governo.

    Presidente Jair Bolsonaro mostra caixa de cloroquina durante cerimônia de posse do ministro da Saúde, general Eduardo Pauzello, no salão nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
    © Folhapress / Edu Andrade/Fatopress
    Presidente Jair Bolsonaro mostra caixa de cloroquina durante cerimônia de posse do ministro da Saúde, general Eduardo Pauzello, no salão nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
    Em diversas oportunidades o presidente brasileiro criticou as vacinas, alegando que elas não teriam segurança suficiente. Em dezembro de 2020, Bolsonaro também disse que não se vacinaria porque já contraiu o vírus SARS-CoV-2 e tem anticorpos contra a COVID-19.

    Apesar disso, especialistas ressaltam que a reinfecção pela doença é possível e que o perigo foi ampliado pelo aumento da circulação de novas variantes do vírus. Um outro fator é que ainda não há evidências de que as vacinas interrompem a circulação do vírus, apenas impedem a evolução da doença.

    Bolsonaro já disse que pressa por vacinas não se justifica

    Além de afirmar que não tomaria a vacina, Bolsonaro também protagonizou polêmicas em torno da compra dos imunizantes. Após recusar ofertas para a aquisição de doses do imunizante da Pfizer, em dezembro do ano passado o presidente brasileiro chegou a dizer que a "pressa pela compra das vacinas não se justifica".

    No Brasil, duas vacinas estão em utilização, a Covishield, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a AstraZeneca/Oxford, e a CoronaVac, parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac.

    A vacina da AstraZeneca/Oxford foi a aposta do governo federal, mas a primeira a ser aplicada no Brasil foi a CoronaVac, imunizante que já foi alvo de críticas diretas de Bolsonaro por ser chinesa e por ser fruto de uma iniciativa do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

    O governador de São Paulo, João Doria, e o diretor do Butantan, Dimas Covas, durante entrevista sobre a liberação de mais 3,3 milhão de doses da Coronavac pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde, no dia 15 de março de 2021.
    O governador de São Paulo, João Doria, e o diretor do Butantan, Dimas Covas, durante entrevista sobre a liberação de mais 3,3 milhão de doses da Coronavac pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde

    Em meio à disputa política com Doria, Bolsonaro chegou a barrar a compra da vacina, que mais tarde foi incorporada ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Até agora, porém, as doses disponíveis não têm sido suficientes para garantir a imunização rápida da população.

    Conforme dados do consórcio dos veículos de imprensa, o Brasil vacinou com a primeira dose um total de 10.081.771 pessoas. Já a segunda dose foi aplicada em 3.672.422 brasileiros até o momento.

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    Tags:
    COVID-19, Brasil, João Doria, Jair Bolsonaro, Vacina CoronaVac
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