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    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)
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    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) justificou o adiamento pela falta de um insumo vindo da China, necessário para iniciar a produção do imunizante no Brasil.

    Por meio de um ofício enviado ao Ministério Público Federal (MPF), a entidade comunicou sobre o atraso na entrega da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório britânico AstraZeneca. 

    O imunizante recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no domingo (17). No entanto, não há doses prontas no Brasil e nem matéria-prima para produzir a vacina.

    Para a fabricação do imunizante é preciso o composto farmacêutico ativo (IFA), insumo que vem da China. Inicialmente, a previsão para chegada do composto era dezembro.

    A Fiocruz ainda acredita que o material possa estar disponível neste sábado (23), mas não há confirmação disso e a China precisa liberar a saída do composto.

    A meta inicial da entidade era ter o primeiro lote da vacina por volta de 8 de fevereiro. No comunicado da Fiocruz ao MPF, no entanto, a instituição pede mais um mês para que as doses fiquem prontas. 

    "Estima-se que as primeiras doses da vacina sejam disponibilizadas ao Ministério da Saúde em início de março de 2021, partindo da premissa de que o produto final e o IFA apresentarão resultados de controle de qualidade satisfatórios, inclusive pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde)", diz o ofício da fundação, assinado pelo diretor do Instituto Biomanguinhos, Mauricio Zuma Medeiros, segundo publicado pelo Estadão.

    Lote empacado na Índia

    A fundação planejava entregar um milhão de doses entre os dias 8 e 12 de fevereiro. A partir de 22 de fevereiro, seriam disponibilizadas 700 mil doses diariamente. Com isso, o Brasil teria ao menos 5,9 milhões de doses garantidas para o mês que vem. Apesar do atraso, a Fiocruz ainda planeja entregar "50 milhões de doses até abril deste ano, 100,4 milhões até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre, totalizando 210,4 milhões de vacinas em 2021". 

    O documento enviado pela Fiocruz foi uma resposta a um ofício do MPF questionando sobre as datas de entrega das duas milhões de doses prontas que serão trazidas da Índia e da parcela que será fabricada no Brasil pela Fiocruz.

    O governo federal negociou a compra de doses prontas do imunizante, que seriam trazidas do laboratório Serum, na Índia. As autoridades indianas, no entanto, ainda não autorizaram a saída do lote.

    "No presente momento, não é possível precisar a data de chegada das doses da vacina Covishield aqui no Brasil. Isto porque, embora a carga contendo essas doses já esteja disponível, negociações diplomáticas, entre os governos da Índia e do Brasil, ainda se encontram pendentes de ajuste final para autorização do processo de envio para o Brasil", afirma a nota da Fiocruz.

    A produção da vacina no país ainda depende do registro de uso definitivo concedido pela Anvisa. A previsão é de que uma reunião com o órgão para tratar do tema seja agendada nesta semana. Até o momento, a agência autorizou apenas o uso emergencial da vacina de Oxford e da CoronaVac. 

    O governo apostou suas fichas no uso do imunizante da AstraZeneca, mas, até o momento, a campanha de vacinação começou apenas com a aplicação de doses da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac. 

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    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)

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    Tags:
    vacina, Vacina CoronaVac, novo coronavírus, Fiocruz, Índia, China, pandemia, COVID-19, Brasil
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