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    A ONG afirma que, fora da resposta à pandemia, Bolsonaro também minou os direitos das mulheres, atacou repórteres e grupos da sociedade civil, e estigmatizou e intimidou a mídia brasileira independente.

    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem sabotado os esforços para mitigar a disseminação do novo coronavírus no país e adotou políticas que prejudicam os direitos dos brasileiros, afirmou a organização não governamental (ONG) de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) em relatório divulgado nesta quarta-feira (13).

    Bolsonaro minimizou consistentemente a gravidade da COVID-19, chamando-a de "gripezinha" e criticando os confinamentos e as medidas de distanciamento social. A entidade diz ainda que o presidente do Brasil disseminou informações enganosas sobre o vírus.

    Logotipo da Human Rights Watch
    © AFP 2020 / John MacDougall
    Logotipo da Human Rights Watch

    Fora a resposta à pandemia, Bolsonaro também minou os direitos das mulheres, atacou repórteres e grupos da sociedade civil, e estigmatizou e intimidou a mídia brasileira independente, afirma a ONG.

    "O Supremo Tribunal Federal e outras instituições ajudaram a proteger os brasileiros e a bloquear muitas, embora não todas, as políticas anti-direitos de Bolsonaro. [Essas instituições] precisam permanecer vigilantes", comentou Anna Livia Arida, diretora adjunta HRW no Brasil, citada pela agência Reuters.

    Meio ambiente

    O enfraquecimento da aplicação da lei ambiental também permitiu que o uso ilegal de fogos para limpar terras aumentasse novamente na Amazônia. Além disso, o desmatamento em 2020 foi o maior desde 2008.

    "As políticas do presidente Bolsonaro foram um desastre para a floresta amazônica e para as pessoas que a defendem […]. Ele culpa os povos indígenas, organizações não governamentais e moradores da região pela destruição ambiental, em vez de agir contra as redes criminosas que são a força motriz da ilegalidade na Amazônia", afirma Arida.

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    Tags:
    Floresta Amazônica, incêndio florestal, novo coronavírus, COVID-19, Jair Bolsonaro, Human Rights Watch, ONG
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