15:48 17 Junho 2021
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    A embaixada da China no Brasil divulgou uma nota nesta terça-feira (24) repudiando a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

    Segundo o texto, as declarações de Eduardo são "infundadas" e "solapam" a relação entre Brasil e China.

    Na segunda-feira (23), o filho do presidente acusou o 5G da China de "espionagem".

    "O governo Jair Bolsonaro declarou apoio à aliança Clean Network, lançada pelo governo Donald Trump, criando uma aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China", escreveu. "Isso ocorre com repúdio a entidades classificadas como agressivas e inimigas da liberdade, a exemplo do Partido Comunista da China", completou Eduardo.

    Nesta terça-feira (24), Eduardo Bolsonaro apagou a mensagem de suas redes sociais.

    A embaixada da China no Brasil afirmou que as declarações de Eduardo Bolsonaro seguem "os ditames dos Estados Unidos de abusar do conceito de segurança nacional para caluniar" o país.

    "Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos", escreveu.

    ​Segundo a nota, os EUA buscam uma "hegemonia digital exclusiva" através do bloqueio à empresa chinesa Huawei.

    "Os EUA têm um histórico indecente em matéria de segurança de dados. Certos políticos norte-americanos interferem na construção da rede 5G em outros países e fabricam mentiras sobre uma suposta espionagem cibernética chinesa, além de bloquear a Huawei visando alcançar uma hegemonia digital exclusiva", complementou a embaixada.

    A embaixada diz que declarações como a de Eduardo Bolsonaro "prejudicam a imagem do Brasil".

    ​O ministro das Comunicações, Fábio Faria, anunciou nesta terça-feira (24), que espera que o leilão do 5G seja realizado no final do primeiro semestre de 2021.

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    Tags:
    Huawei, tecnologia 5G, 5G, crise diplomática, chineses, Embaixada da China, China, Brasil, Eduardo Bolsonaro
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