04:05 04 Agosto 2020
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    Na noite da sexta-feira (10), após três semanas foragida, Márcia Aguiar, a esposa do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se apresentou à polícia para cumprir prisão domiciliar.

    Márcia estava foragida desde o dia 18 de junho e já cumpre prisão domiciliar ao lado do marido, na região de Taquara, zona oeste do Rio de Janeiro. Queiroz deixou a penitenciária de Gericinó, também no Rio de Janeiro, na noite da sexta-feira (10).

    Queiroz permanecia preso desde o dia 18 de junho após ser detido pela polícia em Atibaia, interior de São Paulo, na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef.

    Na quinta-feira (9), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, acatou um pedido da defesa de Queiroz solicitando prisão domiciliar para o ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Tanto Queiroz como Aguiar usarão tornozeleiras eletrônicas e serão submetidos a restrições de comunicação.

    Fabrício Queiroz é conduzido para o helicóptero da Polícia Civil no Campo de Marte, em São Paulo
    © Folhapress / Eduardo Anizelli
    Fabrício Queiroz é conduzido para o helicóptero da Polícia Civil no Campo de Marte, em São Paulo

    Nesse sentindo, linhas telefônicas fixas serão desligadas e celulares deverão ser entregues às autoridades, da mesma forma como eletrônicos como computadores, tablets e notebooks. Queiroz e a esposa poderão ter contatos com familiares próximos, profissionais de saúde e advogados autorizados.

    A concessão de Noronha foi justificada pelas condições de saúde de Fabrício Queiroz, em atendimento às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O CNJ sugere que indivíduos com determinados quadros de saúde não sejam mantidos em presídios devido à pandemia da COVID-19.

    Candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), vota no Rio de Janeiro junto ao seu filho Flávio, em 7 de outubro de 2018
    © AP Photo / Silvia Izquierdo
    Candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), vota no Rio de Janeiro junto ao seu filho Flávio, em 7 de outubro de 2018

    Apesar disso, conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, a decisão é considerada inusitada e especula-se que Noronha trabalha para ser indicado pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Fabrício Queiroz é investigado por ser supostamente operador de um esquema conhecido como "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Segundo apura o Ministério Público do Rio de Janeiro, 11 assessores do filho do presidente Bolsonaro, então deputado estadual, repassaram ao menos R$ 2 milhões a Queiroz.

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    Tags:
    STJ, STF, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro
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