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    Carissa Etienne referiu que os profissionais da saúde de Cuba cuidaram de 60 milhões de brasileiros desde o governo Dilma. O programa foi interrompido em 2018.

    A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne, defendeu o envio de médicos cubanos ao Brasil para ajudar as pessoas que precisam de cuidados de saúde, prometendo abordar todas as preocupações dos EUA sobre o assunto.

    "O Brasil procurou médicos de vários países do mundo, incluindo Cuba; durante todo o programa, a OPAS manteve os Estados-membros informados em apresentações regulares aos seus órgãos dirigentes. Nosso papel também foi sujeito a supervisão significativa e auditorias regulares que estão disponíveis para os Estados-membros, incluindo os Estados Unidos", disse Etienne.

    Etienne fez as declarações depois que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, exigiu que a OPAS explicasse seu papel como intermediário na transferência de médicos cubanos, que ele descreveu como "trabalho forçado" em benefício do governo de Havana.

    A diretora da OPAS referiu que o compromisso da organização com o programa Mais Médicos começou em 2012, a pedido do Brasil.

    "O programa Mais Médicos prestou cuidados primários de saúde a mais de 60 milhões de brasileiros, especialmente aqueles em áreas remotas", comentou Etienne.

    A OPAS continua empenhada em "atender a todas as preocupações do governo dos Estados Unidos a fim de fortalecer a organização e manter o alto nível de confiança daquele país e de todos os Estados-membros", acrescentou.

    Médicos cubanos no Brasil

    Atualmente, mais de 1.800 médicos cubanos permanecem no Brasil depois que os governos de Michel Temer e Havana decidiram em novembro de 2018 não renovar o programa social Mais Médicos, implementado em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016).

    Médicas cubanas seguram bandeiras do Brasil e de Cuba  no aeroporto de Brasília antes de voltarem para seu país de origem, em 22 de novembro de 2018.
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Médicas cubanas seguram bandeiras do Brasil e de Cuba no aeroporto de Brasília antes de voltarem para seu país de origem, em 22 de novembro de 2018.

    A maioria desses profissionais reside legalmente no Brasil, mas por estarem fora do programa social eles não podem exercer o cargo de médicos, e estão desempregados ou subsistindo por trabalhar em restaurantes, bares, comércio informal etc.

    Em março, o Ministério da Saúde do Brasil lançou um aviso público para que "médicos de intercâmbio, originalmente da cooperação internacional" fossem reincorporados ao projeto Mais Médicos. No entanto, os cubanos afirmam que a maioria deles atende aos requisitos e não foram chamados.

    O estado do Pará e o município de Campinas do estado de São Paulo optaram por não esperar a decisão do governo federal e contrataram 86 e oito médicos cubanos, respectivamente.

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    Tags:
    Mike Pompeo, Cuba, Mais Médicos, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Dilma Rousseff, Brasil, Campinas, O Estado de São Paulo, Pará
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