14:25 12 Julho 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    Brasil combatendo pandemia da COVID-19 no fim de maio (63)
    2102
    Nos siga no

    Nelson Teich, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, admitiu que debate sobre cloroquina teve "peso" em sua saída do cargo e afirmou que protocolo sobre uso da substância deve ser "revisto". 

    "É óbvio que a opção por antecipar o uso teve peso, porque é uma escolha. O presidente achava melhor antecipar, e eu achava que não. Houve uma divergência. Como a gente não tem um dado efetivo... Se o Conselho autoriza, por que eu não posso autorizar? Por que você não pode autorizar, entendeu? As instituições têm de se posicionar forte. Não dá para delegar isso para o médico, a situação é muito intensa e complexa", disse em entrevista para o canal GloboNews. 

    Pouco após Teich deixar a pasta, o Ministério da Saúde divulgou um novo protocolo sobre o uso da substância, autorizando sua utilização na rede pública em pacientes com sintomas leves da COVID-19. O Conselho Federal de Medicina também liberou o uso do medicamento, embora não tenha recomendado sua utilização. 

    Teich, no entanto, disse que essa medida pode mudar: "Eu acredito que [o protocolo da cloroquina] vai ser revisto."

    Durante a entrevista, Teich procurou não criticar o presidente Jair Bolsonaro, com quem disse ter tido um diálogo aberto. Sobre seu pedido de demissão, afirmou que foi "confortável". 

    'Não vou entrar em discussão contra o presidente'

    "O presidente é a pessoa escolhida, votada, é o representante, ele me colocou lá. Se eu escolho o caminho diferente do dele, quem tem de sair sou eu", afirmou o médico oncologista. 

    Em outro momento, disse que será o "povo" que "vai dizer o que" acha do presidente, mas ele não iria julgá-lo. 

    "Não vou entrar em discussão contra o presidente, não vai ser uma disputa Teich e Bolsonaro. Vou te dizer o que eu fiz, e que nunca teve interferência do presidente", afirmou. 

    Ele também comparou os recursos disponíveis nos Estados Unidos e no Brasil, argumentando que "o dinheiro da saúde é muito pouco para ser gasto em coisas que não funcionam". 

    Tema:
    Brasil combatendo pandemia da COVID-19 no fim de maio (63)

    Mais:

    Vacina contra COVID-19 será desenvolvida primeiro pelos EUA, diz conselheiro de Trump
    Brasil registra mais 653 mortes pela COVID-19 e óbitos chegam a 22.666
    Ministro interino da Saúde participa de ato pró-governo
    Tags:
    Jair Bolsonaro, Ministério da Saúde, tratamento, governo, saúde, epidemia, pandemia, COVID-19, novo coronavírus
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar