21:39 27 Maio 2020
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    Nesta quarta-feira (20), o PSL divulgou nota afirmando que irá cobrar do senador Flávio Bolsonaro a devolução de R$ 500 mil.

    A nota assinada pelo vice-presidente do partido, o deputado federal Júnior Bozzella, refere-se ao montante de verba pública do fundo partidário que Bolsonaro usou para contratar um escritório de advocacia, em 2019.

    Conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, o escritório pertence ao advogado Victor Alves, que é investigado em inquérito que apura o vazamento de informações da Polícia Federal.

    O empresário Paulo Marinho, então suplente do senador Flávio Bolsonaro, em 25 de junho de 2019, no Rio de Janeiro.
    © Folhapress / Ricardo Borges
    O empresário Paulo Marinho, então suplente do senador Flávio Bolsonaro, em 25 de junho de 2019, no Rio de Janeiro.

    O PSL afirma que a transação caracteriza desvio de finalidade do fundo partidário e acusa o senador de ter mentido ao explicar-se através de redes sociais, quando este negou as acusações. Segundo o PSL, o escritório não prestou os serviços contratados, o que comprovaria que houve desvio de finalidade.

    ​O pagamento de R$ 500 mil ao escritório foi divido ao longo de 13 meses e meio e envolvia serviços jurídicos a serem prestados ao PSL do Rio de Janeiro, que à época era dirigido por Flávio Bolsonaro.

    Victor Alves foi apontado pelo empresário Paulo Marinho, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, de ter participado de um esquema de vazamento de informações de uma operação da Polícia Federal, em 2018. O vazamento teria o objetivo de beneficiar tanto o senador Flávio Bolsonaro, quanto a campanha à Presidência do então deputado federal Jair Bolsonaro.

    Marinho presta depoimento nesta quarta-feira à Polícia Federal para esclarecer as acusações.

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    Tags:
    Polícia Federal, Jair Bolsonaro, PSL, Flávio Bolsonaro
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