01:18 11 Agosto 2020
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    O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (26), o primeiro caso de um brasileiro infectado pelo novo coronavírus (COVID-19).

    Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar da viagem, na última sexta-feira (21), o paciente apresentou os sinais e sintomas compatíveis com a doença.

    Ele foi atendido pelo Hospital Israelita Albert Einstein na segunda-feira (24), mas por se encontrar em bom estado clínico e sem necessidade de internação, permanece em isolamento respiratório domiciliar pelos próximos 14 dias.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, disse que as medidas tomadas pelo hospital e pelo Ministério da Saúde estão corretas.

    "Eu acho que é correta a medida [de isolamento domiciliar], qualquer coisa mais grave, qualquer medida mais dura que nós viéssemos a querer tomar seria muito complexa porque a tendência é aumentar o número de casos.  Essa gripe vai rodar o mundo, não tem muita saída", disse.

    As 34 pessoas que tiveram contato mais próximo com o brasileiro que está infectado por coronavírus estão sendo monitoradas mais de perto pelos governos de São Paulo e pelo governo federal.

    Segundo Gonzalo Vecina Neto, não há como isolar as pessoas.

    "Nós temos que tomar cuidado, mas não tem jeito de isolar as pessoas. Ainda temos algo a festejar porque aparentemente a letalidade, a capacidade de matar que essa gripe tem, é relativamente baixa", afirmou.

    O foco, de acordo com o sanitarista, é fazer um trabalho de prevenção com os grupos de riscos.

    "Temos que tomar cuidado com os grupos de riscos, ou seja, grupos que são debilitados naturalmente. Os muito jovens e os muito velhos. É preciso observar como a epidemia vai fazer seu curso. Aparentemente o grupo de risco mais importante [do novo coronavírus] são os idosos", explicou.

    Apesar de tomar medidas preventivas, Gonzalo Vecina Neto alerta para não se criar "um ambiente de pânico" e nem implementar um "estado policial".

    "Não tem outro jeito, não tem como ter um olhar policial sobre tudo e sobre todos. As pessoas devem ser informadas e deverão buscar assistência se sentirem que estão doentes. Essa informação é que deve existir. É muito difícil você fazer um controle deles", completou.

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