13:47 14 Julho 2020
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    O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral afirmou nesta segunda-feira (3) que seu vice-governador e, posteriormente, governador Luiz Fernando Pezão recebia propina desde antes do período de seu governo.

    Pezão negou e disse que é totalmente inocente, vítima de um complô de delações premiadas. Ambos foram interrogados pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Boca de Lobo, um desdobramento da Lava Jato.

    Questionado por Bretas se Pezão fez parte da organização criminosa da qual ele participou e pela qual está preso, Cabral disse que sim.

    "O vice-governador Pezão participou da estruturação dos benefícios indevidos desde o primeiro instante do nosso governo [da organização criminosa]. Desde mesmo da campanha eleitoral e durante os oito anos em que fui governador e posteriormente tenho algumas informações a respeito [da continuidade do esquema]", disse Cabral, citado pelo portal G1.

    O depoimento de Cabral durou 1h10. Em seguida, após Cabral deixar a sala de audiência, foi a vez de Pezão falar.

    "O senhor [juiz Marcelo Bretas] me desculpe o desabafo, mas é a primeira vez que tenho chance da falar. Fui tirado dali do Palácio Laranjeiras e jogado na cadeia. E minha família passando por isso tudo. É uma inverdade, uma mentira grande [o que o Cabral disse]", disse Pezão, também citado pelo portal G1.

    Cabral disse ainda que Pezão foi o inventor da chamada "taxa de oxigênio", como era batizada a propina.

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    Tags:
    corrupção, propina, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão
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