02:20 26 Janeiro 2020
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    Fabíola de Souza, especialista do Instituto Butantan, segura o pescoço da cobra, para extrair seu veneno enquanto massageia as glândulas do réptil.

    Ao massagear as glândulas de veneno, a especialista extrai pequenas gotas que, posteriormente, viram antídoto e salvam vidas pelo Brasil, segundo a agência de notícias AFP.

    Fabíola e seus colegas armazenam o veneno de diversas cobras em cativeiro para produzir o soro antiofídico, antídoto distribuído em diferentes hospitais.

    O Brasil, por ter um clima quente e úmido, possui diversas espécies venenosas de cobras, e aproximadamente 29 mil pessoas já foram picadas por cobras em 2018, onde mais de 100 delas morreram.

    A extração do veneno é realizada através de um processo delicado e perigoso, utilizando um tanque de dióxido de carbono, onde o réptil adormece e, então, os especialistas possuem poucos minutos para realizar a extração do veneno de forma segura.

    O soro antiofídico é produzido pela injeção de pequenas doses de veneno em cavalos, que vivem em uma fazenda no Butantan. A resposta imunológica gera anticorpos, que são retirados do sangue do cavalo, capazes de atacar o veneno, ou seja, esses anticorpos produzem o soro para o antídoto aplicado nas pessoas.

    Fan Hui Wen, diretora do projeto antiveneno do Butantan, explica que o instituto em breve poderá exportar o antídoto perante a crise mundial de produção.

    O Instituto Butantan é responsável por todos os antídotos produzidos no Brasil, ou seja, aproximadamente 250 mil ampolas entre 10 e 15 mililitros, afirma Fan Hui Wen.

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    Tags:
    Instituto Butantan, Brasil, extração, cobra venenosa, veneno, serpentes, cobras
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