07:35 12 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Mancha de óleo na praia do Peroba, em Maragogi, Alagoas.

    Vazamento de óleo é maior agressão sofrida pelo Brasil na história, diz presidente da Petrobras

    © REUTERS / Diego Nigro
    Brasil
    URL curta
    9101
    Nos siga no

    O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta terça-feira (29) que o vazamento de óleo que tem sido retirado do litoral do Nordeste é a maior agressão ambiental já sofrida pelo Brasil em sua história.

    A declaração foi dada durante um seminário no Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a matriz energética brasileira.

    "[O vazamento] é maior agressão ambiental sofrida por nosso país, creio eu, em nossa história", disse.

    Ainda permanece desconhecido o local de onde vazou o óleo que atinge as praias nordestinas, pesquisadores apontam que o vazamento pode ter como origem uma área entre 600 e 700 quilômetros de distância da divisa entre Sergipe e Alagoas.

    "Na realidade, era impossível combater isso na origem. As empresas de petróleo e a Petrobras estão preparadas para combater vazamentos de petróleo, uma vez identificada a fonte do vazamento", afirmou Castello Branco, citado pela Agência Brasil.

    Uma das hipóteses levantadas por autoridades do governo brasileiro é a de que óleo foi extraído de três campos na Venezuela e, provavelmente, estava sendo transportado quando ocorreu o acidente.

    O petróleo derramado no oceano Atlântico atinge o litoral brasileiro há quase 60 dias e já chegou a nove estados nordestinos, mais de 80 municípios e mais de 200 localidades.

    Mais:

    Hipótese de que óleo seja fruto de um ataque ecoterrorista ainda não pode ser anulada, diz analista
    Óleo que chegou às praias brasileiras foi extraído de 3 campos na Venezuela, diz Petrobras
    'Voluntários não deveriam estar na praia', diz oceanógrafo sobre óleo no Nordeste
    Mourão sobre óleo no litoral do Nordeste: não há 'mais nenhuma praia suja'
    Tags:
    praia, meio ambiente, crime ambiental, Nordeste, Petrobras, óleo
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar