11:30 05 Abril 2020
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    Sputnik Brasil conversou com um dos líderes de grupos de caminhoneiros nas redes sociais para entender o apoio manifestado pela categoria às manifestações pró-governo, planejadas para o próximo domingo.

    Caminhoneiros reunidos através das redes sociais decidiram tomar parte das manifestações programadas para este domingo em várias capitais e outras cidades do país em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. A decisão desses grupos da categoria causa surpresa, porque as poderosas associações nacionais de caminhoneiros, em busca de atendimento às suas reivindicações, vinham ameaçado o governo com a deflagração de uma greve como a que paralisou completamente o Brasil em maio de 2018. 

    Por que alguns grupos de caminhoneiros decidiram manifestar-se a favor de Jair Bolsonaro, num momento em que a maioria das lideranças da categoria faz pressão sobre o governo para que suas demandas sejam atendidas? Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, um dos líderes dos grupos de caminhoneiros reunidos através do WhatsApp.

    Para ele, "o país precisa crescer" e apoiar o presidente colaboraria para a governabilidade. "Esse embate com o Centrão no Congresso está travando o tempo todo as pautas do presidente", reclamou o motorista. 

    Para ele, "a novela" da reforma da previdência precisa terminar logo.

    "Está na hora de parar com jogatina no congresso, esquecer o toma lá, dá cá", argumentou o entrevistado, que concorreu pelo Podemos no ano passado para Câmara. Hoje, ele se diz arrependido e diz que não pretende mais participar da "grande política".

    Por outro lado, o líder dos grupos de caminhoneiros, frisou que o governo é composto por três poderes e negou a intenção de exigir medidas como o fechamento do Congresso. Para ele seria algo antidemocrático, apesar "dos cupinchas do Rodrigo Maia" não estarem no momento atendendo os anseios da população.

    "Precisamos pressionar o legislativo e o executivo para que governem de acordo com os anseios da população", declarou o entrevistado que disse ter se abstido de votar no segundo turno das eleições presidenciais.

    No entanto, hoje ele se vê na "obrigação de ajudar Bolsonaro a fazer um bom governo", pois o presidente "tem boas intenções".

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