10:05 18 Julho 2019
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    Segundo Delegado Pablo Oliva, nova frente quer fomentar o agronegócio e quer, ao mesmo tempo, garantir a proteção e a preservação do meio ambiente

    Frente parlamentar quer defender Amazônia com apoio do governo e sem choque com ruralistas

    Fotos Públicas / secom Ibama
    Brasil
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    Foi instalada ontem, na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia, que contará com mais de 200 deputados. O grupo será presidido pelo parlamentar amazonense Delegado Pablo Oliva, do PSL, e buscará priorizar o desenvolvimento sustentável e a proteção dos recursos naturais.

    Desde antes de assumir o cargo, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), vinha entrando em choque com ambientalistas por conta de seus posicionamentos polêmicos em relação a políticas ambientais. Acusado por muitos de representar uma séria ameaça ao meio ambiente, ele terá agora uma importante resistência dentro do Congresso Nacional, composta por deputados dos sete estados da Região Norte e de outras diferentes unidades da federação. Mas de que forma esses parlamentares vão se portar, na prática, diante das medidas tomadas pelo governo federal? O grupo será suficiente para fazer valer os interesses da Amazônia? 

    De acordo com o Delegado Pablo Oliva, a iniciativa inédita foi tomada após uma análise de diversas ações em defesa da floresta amazônica e a constatação de um vácuo no parlamento, que fazia parecer que os legisladores não estavam verdadeiramente comprometidos com essa causa. Em entrevista à Sputnik Brasil, ele afirmou que existe um custo significativo para se preservar a Amazônia que só é pago pela comunidade local. A ideia da frente, segundo ele, é trazer alternativas de desenvolvimento para os habitantes da região, que, hoje, são raras. 

    "As pessoas que lá vivem, na Amazônia, são quem tem que pagar pela preservação da floresta, pela preservação das águas, pela preservação do bioma brasileiro… E as outras pessoas que vivem no mundo inteiro só querem a Amazônia preservada, mas elas não têm, assim, alternativas de desenvolvimento para quem habita aquela região. E a ideia é que a gente coloque alternativas de desenvolvimento. Todas elas baseadas em exploração sustentável e responsável, mas que possam levar esse desenvolvimento para a região de uma maneira global", declarou Oliva.

    Entre as possíveis áreas a serem consideradas para desenvolver a região, o parlamentar cita como exemplo a regulamentação de jogos de azar, o turismo ecológico e a exploração da biodiversidade.

    "Se você for no interior do estado do Amazonas ou no interior de vários estados da região amazônica, você encontra ONGs ambientais lá dentro com turistas, com supostos turistas, de vários países do mundo que, na verdade, estão lá tentando descobrir mais sobre nossa biodiversidade, tentando fazer um novo estudo para ser donos de um patrimônio que é do Brasil. Então, é importante a gente, ao invés de fechar os olhos para essa realidade, tentar apoiar novas iniciativas que ajudem a desenvolver a região."

    Do mesmo partido de Bolsonaro, Pablo Oliva conta que já conversou com o presidente sobre a instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia e pode garantir que a mesma tem total apoio do governo federal, através do Ministério do Meio Ambiente. 

    ​No que diz respeito à chamada bancada ruralista, apesar dos interesses aparentemente opostos, o deputado acredita que não haverá muitos embates entre as duas frentes.

    "A nossa intenção não é fechar o nosso foco só para uma atividade, seja a proteção do meio ambiente, seja o desenvolvimento do agronegócio. A gente não pode fechar o nosso campo de atuação para uma única vertente. Nós queremos fomentar o agronegócio e queremos, ao mesmo tempo, garantir a proteção e a preservação do meio ambiente." 

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    Tags:
    ruralistas, floresta, desenvolvimento sustentável, exploração, meio ambiente, Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia, PSL, Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Pablo Oliva, Jair Bolsonaro, Amazonas, Amazônia
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