04:43 17 Outubro 2019
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    Senador Aécio Neves fala à imprensa, no Palácio do Planalto, após encontro com o presidente Michel Temer.

    Aécio Neves é alvo de buscas da PF por propinas e corrupção de R$ 110 milhões

    © Foto / Valter Caampanato/Agência Brasil
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    Investigadores da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) cumpriram nesta terça-feira mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Batizada de Ross, a operação apura a suposta compra do apoio do partido Solidariedade por R$ 15 milhões e do PTB por R$ 20 milhões por parte de Aécio, com a ajuda de empresários paulista com doações de campanha e caixa 2, utilizado por intermédio de notas frias.

    Foi um dos pontos indicados pelas delações premiadas de executivos da J&F, que também apontam que o senador tucano, que foi eleito para deputado federal nas eleições de outubro – mantendo o foro privilegiado – teria recebido R$ 110 milhões em propinas.

    De acordo com Joesley Batista e Ricardo Saud, os repasses de propinas para Aécio eram feitos por meio de notas fiscais frias e serviços não prestados. Em troca, o senador do PSDB atuaria no Legislativo em favor dos interesses da J&F.

    Aécio Neves, citado nas gravações das conversas entre Romero Jucá e Sérgio Machado como o primeiro a ser comido caso a Lava-Jato prosseguisse
    Marcos Oliveira/ Agência Senado/ FotosPúblicas

    Além de Aécio, foi alvo dos investigadores o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), em São Paulo, tido como "dono" do Solidariedade. A PF e o MPF também investigam os senadores Agripino Maia (DEM-RN), Antônio Anastasia (PSDB-MG), e os deputados federais Benito da Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

    Os investigadores chegaram a pedir a prisão domiciliar para Aécio, assim como buscas contra Maia, Gama e Cristiane, mas as solicitações não foram aceitas pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em sua defesa, Aécio negou as irregularidades e segue garantindo que só recebeu doações legais em sua campanha. De acordo com os seus defensores, ele "sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados".

    Todos os citados na operação – que movimentou agentes em oito estados – são investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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    Tags:
    Operação Lava Jato, política, corrupção, Caixa 2, STF, J&F, PTB, SD, MPF, Polícia Federal, PSDB, Marco Aurélio Mello, Andréa Neves, Benito da Gama, Antônio Anastasia, Agripino Maia, Cristiane Brasil, Ricardo Saud, Joesley Batista, Paulinho da Força, Aécio Neves, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasil
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