20:33 10 Dezembro 2018
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    Chanceler Ernesto Araújo (segundo da direita para esquerda) ao lado da sua equipe de transição

    Anti-PT, novo chanceler revela no Twitter 6 pontos da política externa na era Bolsonaro

    © Foto : Divulgação / Twitter
    Brasil
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    Anunciado na semana passada como o novo chanceler do Brasil a partir de 2019, o diplomata Ernesto Araújo indicou que seguirá a dinâmica do seu chefe, o presidente eleito Jair Bolsonaro, na hora de se comunicar com a sociedade: o Twitter.

    Recém-chegado na plataforma digital, logo após ser anunciado por Bolsonaro como o homem-forte do Ministério de Relações Exteriores do Brasil no novo governo, Araújo indicou os 6 principais pontos que adotará no cargo.

    "Na nova política externa, vamos negociar bons acordos comerciais, atrair investimentos e tecnologia. Não se preocupem. O Brasil terá os pés no chão [...] mas terá a cabeça erguida!", escreveu o novo chanceler em postagem no Twitter.

    Parte da controvérsia em torno da indicação de Araújo, embaixador de carreira no Itamaraty, envolveu o seu forte antipetismo, exposto majoritariamente em um blog que ele possui na internet, no qual sempre que pode ataca o Partido dos Trabalhadores.

    "Terá apenas os pés no chão, não ficará de 4 diante das ditaduras. Os pés no chão, mas não a cabeça enfiada na terra para não ver o grande embate mundial entre o globalismo e a liberdade. Os pés no chão, mas não plantados no mesmo lugar, e sim caminhando passo a passo rumo ao nosso destino", completou.

    Em postagem anterior, Araújo rebateu críticas do ex-ministro de Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim, que se referiu ao diplomata como uma “volta à Idade Média”. Segundo o novo chanceler brasileiro, a investigação de “falcatruas” dos tempos do PT pode ter destaque na sua gestão na pasta.

    Em suas recentes abordagens públicas a respeito da política externa brasileira, Araújo se mostrou alinhado aos pensamentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o qual foi definido pelo ministro de Bolsonaro como o único salvador possível do Ocidente.

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    Tags:
    política externa, globalização, globalismo, Itamaraty, PT, Donald Trump, Celso Amorim, Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, Brasil
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