03:12 10 Dezembro 2018
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    Programa Mais Médicos

    Por 'desrespeito' de Bolsonaro, Cuba cancela participação no Mais Médicos

    Karina Zambrana /ASCOM/MS
    Brasil
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    Cuba anunciou nesta quarta-feira (14) que não irá mais participar do Program Mais Médicos e culpou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pela decisão.

    "O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e o que foi acordado com Cuba(…) ", afirmou o Ministério da Saúde de Cuba por meio de nota obtida pela agência Reuters.

    Segundo a revista Exame, a ilha caribenha solicitou o retorno de mais de 11 mil médicos que atualmente trabalham no Brasil. 

    O Mais Médicos é um programa do governo federal lançado em 2013 pela então presidente Dilma Roussef (PT). Seu objetivo é levar cobertura médica para áreas onde há escassez ou ausência desses profissionais.

    "Nestes cinco anos de trabalho, perto de 20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113 milhões 359 mil pacientes, em mais de 3 mil 600 municípios, conseguindo atender eles um universo de até 60 milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88% de todos os médicos participantes no programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", afirmou o Ministério da Saúde de Cuba em sua nota. 

    Bolsonaro foi ao Twitter responder a situação:

    "Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou."

    No final de 2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a ausência de revalidação de diplomas estrangeiros no Mais Médicos é legal, informa a Folha de S. Paulo. Segundo as regras do programa, médicos sem diplomas revalidados no Brasil podem atuar apenas nas unidades básicas de saúde por três anos. Após esse período, é necessário revalidar o diploma.

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Cuba, Brasil
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