03:57 18 Novembro 2018
Ouvir Rádio
    Reprodução do programa eleitoral de Fernando Haddad (PT).

    Haddad é proibido de associar Bolsonaro à tortura em propaganda eleitoral

    © Foto : Reprodução
    Brasil
    URL curta
    26624

    Decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu neste sábado (20) o presidenciável Fernando Haddad (PT) de exibir um de seus programas de campanha em que associa Jair Bolsonaro (PSL) à tortura. A sentença é uma resposta à ação ajuizada pelo PSL.

    O programa traz o relato de Amelinha Telles, torturada pelo coronel Brilhante Ustra (1932-2015), e falas de Bolsonaro em defesa do militar e do uso da tortura. 

    Ustra já foi reconhecido como torturador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pela Comissão Nacional da Verdade.

    A decisão do TSE é do ministro Luís Felipe Salomão e tem caráter liminar. Ela não decidiu sobre o mérito da questão e a posição ainda poderá ser revertida. 

    Segundo Salomão, a "distopia" das imagens do programa eleitoral petista "pode criar, na opinião pública, estados passionais com potencial para incitar comportamentos violentos".

    O ministro também ressaltou que o programa mostra simulações de tortura do filme "Batismo de Sangue" — e que as cenas têm classificação indicativa de 14 anos e, portanto, só poderiam ser veiculadas após às 21 horas.

    Mais:

    Haddad chama Bolsonaro de 'aberração' e desafia candidato do PSL
    'Toda a campanha foi montada por setores evangélicos dos EUA', diz teólogo sobre Bolsonaro
    Partido de Bolsonaro pede investigação de denúncia sobre fake news
    Atos em apoio a Bolsonaro e Haddad são organizados em todo país
    Mapeamento da violência eleitoral no Brasil revela ações de apoiadores de Bolsonaro
    Tags:
    Jair Bolsonaro, Fernando Haddad
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik