02:22 16 Outubro 2018
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    Garimpagem ilegal na região da Tribo Indígena Sararé, no Mato Grosso do Sul.

    Falta de agentes de segurança abre espaço para garimpo ilegal e destruição da floresta

    © Foto: Exército Brasileiro/Divulgação
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    Crimes ambientais como o garimpo ilegal estão entre os principais delitos combatidos pelo Exército Brasileiro no Mato Grosso. Em operações integradas com os demais Órgãos de Segurança Pública e Fiscalização, militares trabalham para coibir esse tipo de ocorrência na região.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, o tenente Wagner Pinheiro dos Santos explica que o desmatamento e o uso de explosivos são comuns nas ações destes criminosos.

    “Os garimpeiros ilegais, quando ficam sabendo da possibilidade de existência de ouro em alguma região, desmatam a área, fazendo enormes clareiras usando produtos químicos e explosivos para encontrar ouro. Além disso, podem ser usados diversos tipos de maquinários para esta atividade. Quando encontram algum material valioso vendem ilegalmente no mercado negro”, ressalta o oficial.

    No último mês, o 2º Batalhão de Fronteira da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada prendeu nove pessoas em flagrante em um garimpo ilegal na Terra Indígena de Sararé, na Região Oeste do estado. No local foram apreendidos cinco motores para garimpo, uma balança de precisão, sete celulares, um rádio de comunicação, dois carregadores de rádio, um detector de metal, dois carros, duas motos e uma retroescavadeira. O prejuízo, segundo cálculos do Exército, é de 215 mil reais.

    A ação, realizada em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), faz parte da Operação Ágata Jauru III, que tem por finalidade realizar missões táticas destinadas para coibir delitos transfronteiriços.

    Questionado se há relatos da cooptação de indígenas para atividades como o garimpo ilegal, o Tenente Pinheiro afirmou que durante ações em algumas terras indígenas foi identificado que garimpeiros têm livre acesso para a prática criminosa.

    “Durante os patrulhamentos na faixa de fronteira realizados pelo 2º Batalhão de Fronteira são relatados que em algumas terras Indígenas, garimpeiros têm livre acesso para a exploração na região” destaca.

    Com um efetivo de cerca de 1.000 militares no 2º Batalhão de Fronteira, o oficial explica que a falta de pessoal nos órgãos de segurança se coloca como a principal dificuldade para o sucesso nas operações realizadas na região.

    “Apesar do esforço dos Órgãos de Segurança Pública e Fiscalização para realizar as operações de forma integrada ao Exército, o pequeno efetivo de agentes desses órgãos em relação à grande extensão territorial da região, torna-se um fator que impacta diretamente no sucesso das ações de repressão”, sinaliza.

    Tags:
    Operação Ágata Jauru III, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), 2º Batalhão de Fronteira da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, Exército Brasileiro, Wagner Pinheiro dos Santos, Terra Indígena de Sararé, Região Oeste
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