17:03 09 Dezembro 2018
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    Lula em ato com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro, Abril 2016

    'Isso não é novo': advogada do PT afirma que há precedentes para Lula ser candidato

    Ricardo Stuckert/Instituto Lula
    Brasil
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    Na quarta-feira (15) foi protocolada a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República. A Sputnik Brasil conversou com a advogada que fez a entrega no TSE, Paula Bernardelli, sobre a expectativa em torno da candidatura.

    Em Brasília, milhares de pessoas compareceram para manifestar-se em favor da candidatura, com expectativa de que o PT fizesse o registro às 16h. Devido a uma série de imprevistos, o registro ocorreu apenas por volta das 17h30, o que não desmotivou os manifestantes que se fizeram presentes da Esplanada dos Ministérios.

    A validade da candidatura, no entanto, deve ser avaliada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos dias. A recém-empossada ministra Rosa Weber indicou Luis Roberto Barroso como ministro relator do caso, após uma discussão dentro do Tribunal.

    "Como algumas impugnações foram protocoladas antes da autuação e da distribuição do processo de registro, elas foram enviadas a um outro ministro da Corte. Então há uma discussão para que não exista nenhum tipo de nulidade processual para que o rito seja seguido corretamente sobre quem deve ser o ministro a ser relator do processo", explica a advogada Paula Bernardelli.

    A primeira decisão, portanto, foi a do relator. Em seguida, haverá a discussão acerca da validade da candidatura em vista dos já vários pedidos de impugnação.

    "A gente tem uma série de precedentes do Tribunal Superior Eleitoral que permitiram candidaturas em situações muito semelhantes à do ex-presidente Lula. Existem vários candidatos que concorreram com condenações penais em segundo grau, que concorreram com o registro sub judice e que tiveram a situação resolvida ou revertida somente no final ou somente após as eleições e que foram eleitos e que assumiram os seus cargos", aponta a advogada.

    A procuradora-geral do Brasil, Raquel Dodge, durante a cerimônia da própria posse, em 18 de setembro de 2017
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Ela explica ainda que o ineditismo do caso é pelo cargo em disputa e que sua equipe e o PT acreditam que, mantida a jurisprudência de casos semelhantes, Lula deverá ser candidato. "O caso em si, a situação concreta já aconteceu com outras pessoas em disputa pela chefia do executivo, mas em âmbito municipal. Isso não é novo. A nossa expectativa é que o Tribunal siga todo o rito, siga o seu procedimento padrão para análise deste caso e que a gente consiga também manter essa jurisprudência do Tribunal", ressalta.

    Outra dificuldade que estaria diante da candidatura de Lula é o fato de que ele estar preso, mas a advogada afirma ainda que inclusive casos como esse foram permitidos pela Justiça Eleitoral.

    "Tem as duas situações. Tem pessoas que estavam em liberdade aguardando julgamento de recurso e tem casos de prefeitos que foram eleitos presos, inclusive", lembra a advogada, que ainda afirma que nestes casos a posse ocorreu normalmente.

    Lula está preso em uma cela especial da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril. Ele agora aguarda a decisão da Justiça Eleitoral acerca da legalidade de sua candidatura. Seu vice, Fernando Haddad, deve se tornar o candidato do PT caso a candidatura seja barrada, e Manuela D'Ávila (PCdoB) assumiria a candidatura à vice-presidência na chapa.

    O Brasil vai às urnas no dia 7 de outubro.

    Ouça a entrevista completa:

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    Tags:
    eleições 2018, Justiça Eleitoral, PCdoB, TSE, PT, Paula Bernardelli, Manuela D'Ávila, Rosa Weber, Fernando Haddad, Luiz Inácio Lula da Silva, Brasília, Brasil
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