04:50 22 Setembro 2018
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    Candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad posa para foto com máscara do ex-presidente Lula em Brasília

    PT registra candidatura de Lula à presidência

    © Foto: Ricardo Stuckert
    Brasil
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    O Partido dos Trabalhadores anunciou na tarde desta quarta-feira, 15, o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República nas eleições de 2018.

    O ex-presidente, que está preso em Curitiba desde abril, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, vive a expectativa de saber se poderá ou não concorrer ao cargo na condição de ficha suja, já que foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por ter supostamente recebido propina em troca de favorecimentos à empreiteira OAS.

    O PT, por sua vez, insiste que o antigo chefe de Estado é inocente e sofre uma perseguição política por parte de grupos interessados em impedir o seu retorno ao Palácio do Planalto. O seu destino deverá ser decidido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cuja presidência foi assumida ontem pela ministra Rosa Weber.

    Mais cedo, o candidato a vice na chapa encabeçada por Lula, Fernando Haddad, defendeu em coletiva de imprensa a candidatura do ex-presidente, destacando que a mesma está sub judice e que Lula tem o apoio da maioria dos eleitores. 

    Na capital federal, Brasília, milhares de pessoas marcham desde o início do dia pedindo a liberdade do ex-presidente e defendendo o seu direito de concorrer à presidência. 

    Em entrevista à Sputnik Brasil, o deputado federal Afonso Florence (PT-BA) disse que a estratégia do PT, com a candidatura de Lula, é reabilitar, para a nação brasileira, um projeto originário das classes trabalhadoras sustentado por movimentos sociais e setores das classes médias, que, nos anos em que o partido esteve no poder, foi responsável por promover um novo modelo de desenvolvimento, que reduziu a pobreza no Brasil, acabou com a fome e ampliou a oferta de água tratada, de atenção à saúde e à educação, entre outros avanços.

    "A estratégia é reabilitar um programa, uma candidatura, reabilitar um projeto para a nação brasileira, generoso para o povo brasileiro", resumiu Florence, reforçando o discurso de que o PT não trabalha com um plano B. 

    De acordo com o parlamentar, o ex-presidente Lula é considerado um preso político, que só se encontra atrás das grades por conta de atos ilegais praticados por membros do Judiciário no âmbito da operação Lava Jato. 

    "É uma condenação política", afirmou. "É a maior liderança política de toda a história brasileira. Um operário que chegou à presidência da República e foi o melhor presidente, reduzindo desigualdades sociais, melhorando a vida do povo, promovendo desenvolvimento com equidade."

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    Tags:
    2018, eleições, TSE, Fernando Haddad, Afonso Florence, Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, Bahia, Curitiba, Brasília, Brasil
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