06:29 22 Junho 2018
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    Gilmar Mendes  destacou para a imprensa nesta quinta (23) a importância histórica do julgamento da chapa Dilma/Temer

    Crítica de Gilmar Mendes, procuradora protesta contra soltura de operador do PSDB

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Brasil
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    Integrante da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, a procuradora Adriana Scordamaglia viu com estranheza a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de libertar pela segunda vez o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador do PSDB.

    Decretada na manhã desta quarta-feira, a segunda prisão do engenheiro e de sua filha durou menos de 12 horas. A procuradora revelou que a notícia do habeas corpus, concedido por Mendes, chegou no momento em que acontecia a audiência de custodia de pai e filha em São Paulo.

    "É uma audiência que todos que dela participaram e dela tomarem conhecimento vão se lembrar pelo resto da vida, porque é uma audiência sui generis a qual foi atropelada ao seu final com uma liberdade concedida pela última instância havendo também supressão das instâncias, já que tem o tribunal e o STF é a última instância que os réus devem recorrer", disse ela em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

    Na sua decisão, o ministro do STF reforçou que a nova prisão teria ocorrido porque o juiz de primeira instância "não teria se conformado" com o habeas corpus anterior concedido ao ex-diretor da Dersa, que é investigado por desvios em obras em São Paulo, entre 2009 e 2011, que teriam ajudado a financiar campanhas tucanas.

    Contudo, a procuradora da Força-Tarefa afirmou ver com "estranheza" a decisão de Mendes, destacando que as testemunhas de acusação seguem correndo riscos – o fato motivou os dois pedidos de prisão de Souza neste mês – 

    "Na minha visão, sim, e com toda a certeza. O ministro Gilmar Mendes diz que só testemunhas de defesa seriam ouvidas agora, e isso não é verdade. Serão ouvidas testemunhas arroladas pela acusação em breve", prosseguiu ela ao jornal.

    A procuradora ainda destacou que seguirá fazendo o seu trabalho, que busca que "a Justiça seja feita" e, por isso, a meta é "não esmorecer" diante de decisões como a do ministro – que ao longo do dia foi até mesmo ironizado nas redes sociais.

    Nas suas próprias redes sociais, Adriana Scordamaglia já compartilhou várias notícias envolvendo Gilmar Mendes, geralmente críticas ao ministro e a uma suposta parcialidade que ele demonstraria em suas decisões, sobretudo no âmbito da Operação Lava Jato.

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    Tags:
    impunidade, política, corrupção, Caixa 2, ameaças, testemunhas, PSDB, Ministério Público, PGR, STF, Gilmar Mendes, Adriana Scordamaglia, Paulo Preto, Paulo Vieira de Souza, São Paulo, Brasil
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