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    Vista do rio Negro em Manaus, no estado da Amazônia (Brasil), 8 de dezembro de 2015

    Anglo American registra segundo vazamento de mineroduto que atinge 2 rios

    © AFP 2018 / CHRISTOPHE SIMON
    Brasil
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    O vazamento ocorreu na noite de quinta-feira (29), na região de Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata de Minas Gerais. Anteriormente, houve um vazamento na proximidade em 12 de março. Rios na região foram atingidos.

    Em menos de 20 dias, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) suspendeu o funcionamento da Anglo American em Santo Antônio do Grama pela segunda vez.

    Ainda não há confirmação de danos ambientais, mas as operações da empresa foram paralisadas de imediato depois do incidente. A Anglo American é reincidente e está sendo investigada desde o primeiro rompimento do duto.

    A mineradora emitiu nota reconhecendo o vazamento, que foi detectado em torno das 18h55, horário local, na última quinta-feira (29).

    "O vazamento de polpa de minério de ferro, material não perigoso, durou aproximadamente cinco minutos e já foi estancado. Não houve feridos […] As autoridades e órgãos competentes foram avisados imediatamente depois de identificar o vazamento. A empresa está mobilizando todos os esforços para ação imediata de resposta ao incidente e, tão logo tenha mais informações, divulgará para a sociedade", afirmou a mineradora.

    A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) divulgou uma nota comunicando que o "licenciamento ambiental do mineroduto é feito pelo Ibama", que paralisou as atividades da Anglo American em 12 de março e as liberou 17 dias depois.

    O primeiro acidente ocorreu no dia 12 de março, quando a tubulação do mineroduto, que transportava a produção de minério de ferro, rompeu-se na zona rural de Santo Antônio do Grama. Os rios Santo Antônio e Casca foram atingidos pela polpa de minério por 7 km. A captação da água da região foi interrompida por três dias.

    Em decorrência do rompimento, a Semad determinou que a mineradora cumprisse medidas mais urgentes como a limpeza da calha do Ribeirão Santo Antônio do Grama e suas margens até 31 de maio. Além disso, em 30 dias, a Anglo American deverá apresentar um plano de recuperação da área degradada.

    O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a causa do rompimento e recomendou ao Ministério Público de Minas Gerais que investigue o caso e peça o bloqueio de R$ 10 milhões da Anglo American.

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    Tags:
    mineradora, minério, rio, rompimento, poluição, Anglo American, Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Ibama, Ministério Público Federal, Minas Gerais, Brasil
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