23:45 25 Setembro 2018
Ouvir Rádio
    Deputado federal Jair Bolsonaro

    'Fora Temer' e 'licença para matar': Bolsonaro opina sobre intervenção no Rio (VÍDEO)

    Wilson Dias/ Agência Brasil
    Brasil
    URL curta
    Intervenção federal no Rio de Janeiro (45)
    523326

    Líder nas intenções de voto para as eleições presidenciais em cenários sem Lula, o ex-capitão do Exército e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usou as suas redes sociais para opinar sobre a intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. E atirou para todos os lados.

    De acordo com o parlamentar, que garante apoiar a intervenção federal que repassou a segurança no Estado às Forças Armadas por meio de decreto presidencial, é preciso dar retaguarda jurídica aos agentes, garantindo que nenhum dele será investigado por atitudes cometidas durante o período de intervenção.

    "O que falta ao nosso policial militar, civil, federal, agente penitenciário, da Polícia Rodoviária Federal, e passando pelos integrantes das Forças Armadas para cumprir a sua missão é retaguarda jurídica, o excludente de ilicitude em operação. [É] uma garantia que lá na frente não será submetido a uma auditoria militar ou a um tribunal do júri. Só tratando essa questão a partir disso podemos discutir segurança no Rio de Janeiro e no Brasil", opinou.

    Bolsonaro criticou a forma com que a intervenção foi decidida – "nos porões do Palácio do Planalto, longe dos integrantes das Forças Armadas" –, e destacou acreditar que tudo não passe mais uma vez de "um remendo", questionando as chances de sucesso. Todavia, ele defendeu ações energéticas e, se necessário, mais violência na capital fluminense.

    "A insegurança no Rio de Janeiro tem que ser combatida com energia ou, se for o caso, com mais violência ainda. E com o excludente de ilicitude para o nosso agente da lei. Deus salve o nosso Rio de Janeiro", completou o ex-capitão do Exército.

    Em outra mensagem, o deputado defendeu que o presidente Michel Temer (MDB) deveria "dar o exemplo" e deixar o cargo, junto com os seus principais ministros, para que "a faxina tenha legitimidade", fazendo referência às acusações de corrupção que pairam sobre a atual cúpula do governo federal.

    Sobrou até para o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Para Bolsonaro, Temer deveria se livrar de um ministro que é "comunista e desarmamentista", referindo-se à postura de Jungmann enquanto deputado federal, sendo um dos líderes do Estatuto do Desarmamento, que vigora no Brasil há 13 anos.

    Embora mantenha o forte discurso em favor dos agentes de segurança, Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro e injúria. O caso ainda não tem data para ser julgado.

    Tema:
    Intervenção federal no Rio de Janeiro (45)

    Mais:

    'Efeito espanta-barata': professora detona intervenção no Rio e avaliação viraliza (VÍDEO)
    'Algum desconforto vai existir', diz porta-voz do Exército sobre intervenção
    Intervenção no Rio é estratégia para seduzir opinião pública?
    Com intervenção, Maia diz que Previdência não será votada na semana que vem
    Rio de Janeiro sofre intervenção federal na segurança
    Tags:
    intervenção federal, impunidade, violência, política, Forças Armadas, Exército Brasileiro, Raul Jungmann, Jair Bolsonaro, Michel Temer, Rio de Janeiro, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik