03:00 20 Fevereiro 2018
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    Ex-Presidente Lula

    Datafolha: Condenado na Justiça, Lula segue líder para as eleições presidenciais

    Ricardo Stuckert/Instituto Lula
    Brasil
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    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança da preferência do eleitorado brasileiro para as eleições gerais de outubro, apontou o Instituto Datafolha nesta quarta-feira, na primeira pesquisa após a condenação do petista na segunda instância.

    De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, no primeiro cenário Lula possui 37% da preferência, seguido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com 16%, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 7%, do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que tem 5%.

    Os senadores Álvaro Dias (Podemos-PR) e Fernando Collor (PTC-AL), com 4% e 2%, respectivamente, completam a lista, com a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB), João Amoêdo (Partido Novo) e, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Paulo Rabello de Castro – todos aparecem com 1%.

    Condenado na semana passada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Lula lidera em todos os cenários em que aparece, com a preferência de votos variando entre 34% e 37%. Contudo, são consideradas pequenas as chances do petista poder disputar o pleito, uma vez que a pena de 12 anos e um mês de prisão o enquadra na Lei da Ficha Limpa.

    Sem Lula, a disputa por duas vagas no segundo turno estão abertas. Bolsonaro lidera sem a presença do petista, mas o ex-capitão do Exército não cresceu, mantendo a sua margem entre 15% e 20%. Hoje, a ex-senadora Marina Silva (Rede) – tem 16% sem Lula – e Ciro Gomes (13%) seriam os dois favoritos a também irem ao segundo turno.

    Já Alckmin não passa dos 11% do cenário sem Lula. Três pontos percentuais atrás aparece o apresentador Luciano Huck, com 8%. Ele declarou que não pretende disputar a eleição presidencial, após conversar com alguns partidos, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, próximo à família do apresentador, declarou recentemente que a possibilidade segue sobre a mesa.

    Por outro lado, todos os nomes vinculados ao presidente Michel Temer (MDB) – o ministro Henrique Meirelles (PSD), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) e o próprio Temer – não passam dos 2% das intenções de voto. A rejeição de 60% ao mandatário – a maior dentre todos os nomes mencionados na pesquisa –, somada à negação de votar em um candidato indicado por ele por 87% dos entrevistados, ajudam a entender tal cenário.

    Segundo turno e transferência de votos

    Com Lula no páreo, ele derrotaria todos os demais em um eventual segundo turno. Já sem ele, a disputa está bastante aberta.

    Bolsonaro seria derrotado por Marina Silva (42% a 32%), mas estaria empatado com Alckmim (35% a 33%), considerando a margem de erro. Já um segundo turno entre Alckmin e Ciro também apresenta igualdade (34% a 32%).

    E como se sairia um candidato indicado por Lula para o pleito? O Datafolha mostrou que o petista perdeu o potencial de transferir votos – o número de eleitores que não votariam em um nome indicado por ele subiu de 48% para 53% —, mas por outro lado 27% afirmaram que a indicação de Lula “com certeza” afetaria o seu voto, e 17% “talvez” seguiriam a indicação dele.

    O Datafolha fez 2.826 entrevistas em 174 municípios, entre os dias 29 e 30 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR 05351/20018.

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    Tags:
    corrida presidencial, política, Eleições 2018, Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), Datafolha, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Michel Temer, Joaquim Barbosa, Paulo Rabello de Castro, João Amôedo, Álvaro Dias, Manuela D'Ávila, Fernando Collor, Luciano Huck, Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Brasil
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