03:35 16 Outubro 2018
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    Michel Temer em evento em São Paulo

    Aproveitei a minha impopularidade para aprovar reformas, diz Temer

    Beto Barata / PR
    Brasil
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    O presidente Michel Temer (PMDB) confessou nesta sexta-feira que aproveitou a sua impopularidade junto à opinião pública para realizar reformas econômicas que estavam pendentes de aprovação há algum tempo.

    Em um discurso em um evento na indústria petroquímica em São Paulo, Temer lembrou as palavras já ditas pelo publicitário Nizan Guanaes: "Ele me contou o seguinte: 'Sr. Temer, aproveite sua impopularidade e faça tudo no Brasil precisa', para mim isso ficou gravado", disse ele.

    O líder do PMDB também enfatizou que muitas das questões que o governo está aprovando foram discutidas há anos, mas nenhum de seus antecessores teve a "coragem" de enfrentá-los.

    "Neste ano e meio [do governo], o que conseguimos, aproveitamos a impopularidade, aproveitando exatamente isso", observou.

    A este respeito, ele revisou aqueles que, na sua opinião, são os pontos fortes de sua administração, como o estabelecimento de um limite máximo para os gastos públicos nos próximos 20 anos e a Reforma Trabalhista, que entrou recentemente em vigor.

    Ele também citou a reforma do ensino secundário e o fim da obrigação de a Petrobras explorar pelo menos 30% de cada campo do pré-sal.

    Finalmente, ele pediu aos presentes no evento que pressionassem os parlamentares para que conseguissem uma maioria suficiente no Congresso Nacional para permitir a Reforma da Previdência, que está parada há meses.

    Temer é o presidente mais impopular da história recente do Brasil: apenas 5% da população considera seu governo "ótimo ou bom", de acordo com a última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada em 3 de dezembro.

    Já 71% consideram seu governo "ruim ou péssimo" e, embora a porcentagem seja alta, é dois pontos percentuais menor do que em setembro, quando Temer quebrou o recorde da impopularidade de todos os presidentes democráticos do Brasil.

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    Tags:
    pré-sal, impopularidade, austeridade, política, teto dos gastos, reforma trabalhista, reforma da previdência, Petrobras, PMDB, Nizan Guanaes, Michel Temer, Brasil
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