11:07 20 Fevereiro 2020
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    O juiz federal Sérgio Moro, encarregado pelas investigações de primeira instância da Operação Lava Jato, disse nesta segunda-feira que sofre "ataques sujos" devido ao seu trabalho contra a corrupção.

    Moro não especificou a natureza desses ataques, mas enfatizou que ele está "absolutamente calmo" sobre seu trabalho e que ele não fica chateado com as mentiras que vêm sendo espalhadas sobre ele, afirmou em um seminário promovido pela revista Veja.

    O magistrado foi quem condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a nove anos e meio de prisão pelo crime de corrupção passiva.

    Uma boa parte da esquerda brasileira – incluindo Lula – o acusa de uma falta de imparcialidade e de uma perseguição particular contra o petista, por ter supostamente condenado o ex-presidente sem evidências contundentes.

    Com a condenação de Lula, Moro disse que confiava nos juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a quem ele definiu como "sério, técnico e competente".

    Este tribunal deve decidir nos próximos meses se ratifica ou não a sentença de Moro. Se assim for, Lula poderia acabar na prisão sem poder se candidatar para voltar ao Palácio do Planalto nas eleições presidenciais de 2018.

    O juiz Moro também lamentou que no Brasil há "corrupção sistêmica", mas, ao mesmo tempo, congratulou-se com o fato de que a Operação Lava Jato ter acabado com o clima de impunidade que prevalecia até então.

    Ele também reiterou que ele não dará o salto à política, apresentando-se como candidato nas eleições de 2018, um rumor que há presente há muitos meses e que ele sempre negou.

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    Tags:
    impunidade, política, corrupção, Operação Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva, Sérgio Moro, Brasil
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